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É possível uma segunda onda do novo coronavírus?

Veja o que dizem autoridades sobre ressurgimento de casos

Camille Dornelles - 22/06/2020 11h29

China faz testes rápidos da população em locais públicos Foto: EFE/Roman Pilipey

O ressurgimento de casos do novo coronavírus em Pequim, na China, acendeu um alerta sobre a existência de uma segunda onda da pandemia da Covid-19. Autoridades se manifestaram e o governo dos Estados Unidos se prepara para um novo surto, segundo afirmou um dos assessores do presidente norte-americano Donald Trump.

Na última sexta-feira (19), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, fez um alerta mundial afirmando que a doença está entrando em uma “nova e perigosa fase”. Mas o diretor de Emergências do mesmo órgão, Mike Ryan, reiterou que isso não quer dizer que há uma segunda onda.

– Às vezes, há casos esporádicos que, ao serem investigados, levam a novos focos, como eventos de contágio em massa em ambientes fechados. É preciso monitorar para evitar um segundo pico de infecções e voltar a ter que recorrer a confinamentos. Segundo pico é quando há um novo aumento de casos depois da estabilização, diferente da segunda onda que é todo o processo de contágio novamente – explicou Ryan.

E NO BRASIL?
A médica Jaqueline Barreto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), conversou com o Pleno.News sobre a possibilidade de uma segunda onda no Brasil.

– Uma “segunda onda”, que seria um aumento dos casos, faz parte da curva epidemiológica e é possível em qualquer doença infectocontagiosa. Principalmente, as que ainda não possuem uma forma de prevenção, uma vacina – declarou.

Ela também explicou sobre a preocupação com o inverno, que já passou nos países do Hemisfério Norte, mas chegou só agora no Hemisfério Sul.

– Para nós, profissionais da saúde, as doenças respiratórias são especialmente preocupantes nas estações mais frias. Entramos no inverno agora e acreditamos que a curva do coronavírus só deve diminuir lá para setembro, quando for primavera e o clima esquentar. Deve haver um pico dos casos relacionado a esse fato. Mas ainda não podemos falar em uma segunda onda, pois ainda estamos passando pela primeira – explicou.

O Brasil apresenta indícios de estabilização dos casos e mortes pela Covid-19, como avaliou Mike Ryan na última semana.

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