CORONAVÍRUS
- Tudo o que você precisa saber
-->
Leia também:
X Hospital no Pacaembu deverá ser entregue em abril

Dono de afiliada da Globo tem alta após usar cloroquina

Entretanto, ministro da Saúde alerta que medicação deve ser usada com cautela

Rafael Ramos - 28/03/2020 09h03 | atualizado em 28/03/2020 12h45

Nelson Sirotsky, do Grupo RBS, recebeu alta após tratamento com cloroquina Foto: Reprodução

Diagnosticado com o novo coronavírus, o empresário Nelson Sirotsky, que vem a ser dono do Grupo RBS, que controla a afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, teve alta do hospital. Aos 67 anos, Nelson fez um tratamento combinando cloroquina e azitromicina, uma medida defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e que tem gerado controvérsia entre alguns especialistas.

O empresário apresentou febre, dor de cabeça, dor no corpo, tosse e indisposição generalizada, mas sem falta de ar. O médico que o acompanhou, o doutor Luiz Antônio Nasi, receitou a medicação por sete dias.

– Até o terceiro ou quarto dia, não senti melhoras, mas também não piorei e não tive falta de ar. Durante o tratamento, recebi também antibióticos para prevenir uma eventual infecção bacteriana. A partir do quinto dia, fui melhorando, me sentindo mais animado e mais disposto. Ainda não posso afirmar que estou 100% curado. Por se tratar de uma doença até então desconhecida, estou em observação e meu isolamento está mantido por mais sete dias, quando receberei nova orientação médica – afirma o empresário, que não chegou a ser entubado nem encaminhado à UTI e já está em casa.

O uso da hidroxicloroquina foi levantado pelo presidente americano Donald Trump, que provocou uma corrida às farmácias, deixando pacientes sem o medicamento e levando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibir a exportação e a venda sem receita no Brasil.

O Ministério da Saúde vai distribuir 3,4 milhões de unidades de cloroquina e hidroxicloroquina aos estados para uso em pacientes com quadro grave em um protocolo experimental. Na quinta-feira (26), o governo federal zerou as tarifas de importação da cloroquina e da hidroxicloroquina, originalmente usados por pacientes com malária, lúpus e artrite.

– Continuamos com indícios de eficácia contra o novo coronavírus. Foram poucos pacientes, não sabemos se o medicamento foi decisivo ou não. Esse medicamento tem efeitos colaterais intensos e não devem ficar na casa para serem tomados sem orientação médica. Vão fazer uma série de lesões se automedicando. Leiam a bula, não é uma Dipirona – disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo