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Diretora da OMS não recomenda vacina obrigatória contra Covid

Mariângela Simão disse que é contra "medidas autoritárias" a respeito da imunização

Paulo Moura - 22/10/2020 09h18 | atualizado em 22/10/2020 09h32

Mariângela Simão disse que não recomenda aplicação obrigatória da vacina Foto: Divulgação

Em entrevista concedida para a CNN Brasil, a vice-diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Mariângela Simão, afirmou que não recomenda que a aplicação das vacinas contra a Covid-19 seja obrigatória em todos os países. Segundo ela, a entidade é contra “medidas autoritárias” a respeito da imunização.

– A OMS defende que isso é para cada país decidir. Mas em uma situação que você está falando com adultos, que têm capacidade de discernimento para fazer escolhas informadas, não se recomenda medidas autoritárias. Até porque é difícil fiscalizar. Vai depender da situação interna de cada país, mas é de difícil implementação – declarou.

A vice-diretora da OMS também falou sobre a decisão do Reino Unido de apoiar o “desafio humano”, no qual voluntários jovens e saudáveis são infectados, deliberadamente, com o novo coronavírus, para acelerar o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19. Mariângela afirmou que a entidade apoia e regula esse tipo de teste.

– O desafio humano é usado para acelerar o processo e comparar uma vacina com outra, o que demora bastante tempo. A OMS tem colocado que precisa ter critérios: justificativa científica; tem que avaliar o custo benefício; recomenda-se que faça consulta pública sobre o tema; que haja coordenação entre pesquisadores e serviços de saúde; que a escolha de onde estudo vai acontecer seja criteriosa – apontou.

Ao ser perguntada sobre o que acontece em caso de morte de um voluntário do “desafio humano”, a vice-diretora da OMS afirmou que o comitê de ética de cada país tem liberdade para determinar o procedimento que achar adequado. A entidade global só estipula que isso precisa estar claro no acordo de consentimento.

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