Leia também:
X G20 prevê “financiamento total” de compra de vacinas pela OMS

Dimas Covas: Butantan pode não ter mais insumos após o dia 14

Diretor do instituto atribui atrasos no fornecimento à postura do governo federal com a China

Thamirys Andrade - 06/05/2021 13h04 | atualizado em 06/05/2021 14h02

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan Foto: Governo do Estado de São Paulo

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta quinta-feira (6) que só há matérias-primas para a produção da vacina CoronaVac até o dia 14 de maio e expressou preocupação de faltarem liberação de insumos após essa data. Ele atribuiu os recentes atrasos e entregas reduzidas à postura do governo federal com relação à China, país fornecedor da matéria-prima.

– Nós temos que entregar até o dia 14 o restante, que vai totalizar cinco milhões de doses que foi do IFA [Insumo Farmacêutico Ativo] de 3 mil litros recebidos anteriormente, e após isso não temos mais matéria-prima para processar. Essa é a situação. Pode faltar [insumos]? Pode faltar. E aí nós temos que debitar isso principalmente ao nosso governo federal que tem remado contra. Essa é a grande conclusão – declarou Covas em coletiva de imprensa.

Nesta quarta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro questionou se o vírus foi criado em laboratório como parte de uma guerra química.

– É um vírus novo. Ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí […] Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica […] Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer a vocês – afirmou o presidente.

Segundo Dimas Covas, as falas “têm impacto” no fornecimento.

– Todas as declarações neste sentido têm repercussão. Nós já tivemos um grande problema no começo do ano e estamos enfrentando de novo esse problema. Embora a embaixada da China no Brasil venha dizendo que não há esse tipo de problema… a nossa sensação, de quem está na ponta, é [de] que existe dificuldade, uma burocracia que está sendo mais lenta do que seria habitual e com autorizações muito reduzidas e volumes. Então, obviamente essas declarações têm impacto e nós ficamos, à mercê dessa situação – disse Dimas Covas.

Leia também1 G20 prevê "financiamento total" de compra de vacinas pela OMS
2 Covid-19: Putin apoia suspensão de patentes de vacinas
3 Sputnik Light: Rússia registra vacina anticovid de dose única
4 Pfizer anuncia acordo para vacinar atletas das Olimpíadas
5 2º lote da vacina Pfizer chega ao Brasil, com 629 mil doses

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.