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Curada da Covid critica testes rápidos: ‘Não são precisos”

Emanuelle Cristina foi infectada junto com a mãe, irmã, avô e tia

Camille Dornelles - 03/07/2020 15h57

Emanuelle Cristina criticou testes rápidos Foto: Arquivo pessoal

Filha, mãe, avô, tia e irmã infectados ao mesmo tempo. O drama vivido pela família da jovem Emanuelle Caroline, de Americana, interior de São Paulo, é o de muitas outras famílias brasileiras. O avô materno, após dias internado, faleceu. A família está de luto e ainda enfrenta as dificuldades pós-Covid.

Emanuelle sentiu os sintomas pouco depois da mãe, com quem mora. A confirmação, porém, veio mais de uma semana depois. Agora ela está curada e relatou ao Pleno.News como foi o drama vivido com a Covid-19.

O que você começou a sentir para desconfiar de Covid-19?
Tudo começou no dia 4 de junho na empresa em que trabalho. Eu falei para a minha gestora, que acionou a enfermaria e eu já fiquei isolada. Fui para casa, na sexta-feira, dia seguinte, a empresa mandou um carro me levar para o hospital, já com o encaminhamento do médico do trabalho para fazer o teste PCR. Lá no hospital não fazem no departamento de pronto socorro, mas me receitaram antibiótico azitromicina. Logo depois, eu comecei a ter muita dor de cabeça, que não passava de jeito nenhum, cansaço, me deu fadiga, diarreia, não tive febre, mas muito calafrio.

E quando teve a confirmação?
Cinco dias depois a empresa pediu para uma equipe ir na minha casa colher meu teste PCR. Isso foi no dia 10 de junho e deu positivo.

Família de Emanuelle com o avô, José Carlos, ao centro Foto: Arquivo pessoal

Mais alguém da sua família também foi infectado?
Sim. Tudo começou pela minha mãe. Ela foi a primeira a ter os sintomas. Minha mãe teve febre e minha irmã mais velha teve febre forte. Até então, a gente não pensou que fosse Covid-19 porque eram os mesmos sintomas da dengue e na minha cidade estava tendo surto de dengue. Minha irmã mais velha trabalha com a minha tia, que começou com os sintomas no mesmo dia que eu. Ela chegou a ir para a UTI e ficou internada com oxigênio. E o meu avô ficou internado e chegou a ser intubado no respirador, mas faleceu na última semana. O rim dele parou.

Sentimos muito pela perda de seu avô. Como a família está agora? O que foi o mais difícil neste momento?
Estamos de luto. É que todo mundo que deu positivo no PCR tinha feito o teste rápido e tinha dado negativo! Minha irmã também fez teste de dengue e deu positivo para dengue e negativo para coronavírus! Esses testes rápidos não são precisos. Pode ser pela quantidade de dias, mas acho que erraram nisso de fazer um teste tão impreciso. Minha mãe já tinha começado com os sintomas no dia 31 de maio. Meu resultado só chegou no dia 15 de junho. Então, olha quanto tempo até a gente ter a certeza de que era aquilo…

Emanuelle (à frente) com a família Foto: Arquivo pessoal

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