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4 das 200 pesquisas no mundo entrarão na última fase de testes

Pleno.News - 18/06/2020 14h38 | atualizado em 18/06/2020 14h59

Países estão correndo para encontrar uma vacina contra a Covid-19 Foto: EFE/Filippo Venezia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou nesta quinta-feira (18) que quatro entre 200 pesquisas para desenvolver uma vacina contra a Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, estão perto de entrar na terceira fase de testes, a última antes da possível produção em massa.

São duas da China, uma dos Estados Unidos e outra do Reino Unido, segundo explicou a chefe de pesquisa científica a OMS, Soumya Swaminathan, em entrevista coletiva. A especialista na área apontou que, em cerca de duas semanas, as quatro candidatas estarão na próxima etapa de desenvolvimento.

Se tratariam da vacina da companhia farmacêutica AstraZeneca, que recebe colaboração com a Universidade de Oxford, no Reino Unido; a da Messenger RNA, produzida pelo Centro de Investigação de Vacinas dos EUA e pela companhia Moderna; e duas de diferentes instituições médicas chinesas.

A fase dois da pesquisa de uma vacina implica em provas em uma centena de pacientes voluntários, enquanto a terceira é ampliada para milhares de pessoas, em um processo que dura, pelo menos, um ano ou um ano e meio. Centenas de instituições, no entanto, estão tentando acelerar o processo.

– Com sorte, poderíamos ter uma ou duas candidatas exitosas antes do fim deste ano, mas devemos observar os resultados dos atuais testes clínicos – explicou Swaminathan.

A partir da comprovação da efetividade e do início da produção em massa, a representante da OMS espera que seja possível contar com 2 bilhões de doses em 2021, quando já será possível determinar que grupos e localidades deverão ser priorizados.

Segundo Swaminathan, a agência trabalha com os países-membros para preparar com antecedência alguns protocolos, em que seja indicado como distribuir a vacina nos primeiros momentos, em que o estoque ainda seja limitado.

– Propusemos dar prioridade para trabalhadores da linha de frente, como médicos ou enfermeiras, mas também condutores de ambulâncias, policiais – disse a especialista, que também citou outros funcionários de centros de saúde.

Além disso, Swaminathan destacou outros grupos prioritários, como idosos, pessoas com histórico de doenças crônicas e aquelas que estão em locais de risco, como fábricas, prisões, bairros pobres.

*Com informações da agência EFE

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