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Covid: Brasil e Índia têm mais da metade dos casos globais

Casos registrados nas últimas semanas superam os registros dos primeiros seis meses da crise sanitária

Pleno.News - 03/05/2021 14h38 | atualizado em 03/05/2021 15h41

Homem usa o Kit de Equipamento de Proteção Individual em Bangalore, Índia EFE / EPA / JAGADEESH NV

Os casos de Covid-19 nas últimas semanas superam os registros dos primeiros seis meses da pandemia, com Índia e Brasil, juntos, respondendo por mais da metade das infecções nos últimos sete dias, segundo afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (3).

A Índia registrou mais de 400 mil novos casos de Covid-19 pela primeira vez neste sábado (1°). No Brasil, a média móvel nos últimos 7 dias foi de 59.224 novos diagnósticos por dia. A média global dos últimos 7 dias é 821.676 casos.

Cientista chefe do órgão multilateral, Sumya Swaminathan disse que a vacinação na Índia não será suficiente para diminuir agora os casos da doença, já que o processo de imunização demora “algum tempo” para ter efeito sobre o alastramento do vírus. Por isso, medidas sanitárias seguem sendo necessárias. Swaminathan acrescentou que ainda há um problema de fornecimento de vacinas, diante das poucas doses disponíveis para uso no mundo inteiro.

Para mitigar este problema, Tedros afirmou que seria importante quebrar as patentes dos imunizantes para acelerar a produção.

– Se não podemos usar esta ferramenta em um momento de tamanha urgência, quando poderemos? – questionou o diretor-geral da OMS.

Tedros afirmou esperar que os países se convençam de que esta é a melhor forma de proceder no momento, após elogiar as iniciativas de África do Sul e da Índia de apoiar a quebra das propriedades intelectuais.

Ainda sobre vacinas, a chefe do setor de vacinas da OMS, Mariângela Simão, disse que o imunizante da chinesa Sinopharm deve ter sua avaliação final concluída ainda nesta semana. Já a Sputnik V, do Instituto Gamaleya da Rússia, ainda precisa ter seu dossiê completo entregue à OMS, para que o grupo de especialistas da entidade comece a avaliar a possibilidade de expedir uma autorização de uso emergencial ao produto.

*Estadão

 

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