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Coronavírus e outras grandes epidemias ao longo da história

O Covid-19 já matou mais de 5 mil pessoas pelo mundo

Camille Dornelles e Rafael Ramos - 13/03/2020 20h24 | atualizado em 06/07/2020 12h19

China já confirmou mais de 800 casos do coronavírus Foto: EFE/EPA/Rungroj Yongrit

Um dos assuntos do momento, seja na internet ou entre a comunidade científica, o coronavírus tem causado apreensão diante do aumento cada vez mais rápido do número de casos. O número de mortes passou de 5 mil pelo mundo e ela foi declara uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A doença se assemelha a outras epidemias que marcaram a história da humanidade, como as que estão na lista abaixo feita pelo Pleno.News.

PESTE NEGRA
Considerada a epidemia mais devastadora da história, a doença transmitida por ratos dizimou metade da população da Europa com a morte de 200 milhões de pessoas entre 1347 e 1351. Em 2011, um grupo de cientistas canadenses publicou um estudo comprovando que a bactéria Yersinia pestis, causadora da doença na época, está extinta. No entanto, o DNA desse ancestral é bastante similar ao da bactéria de hoje.

VARÍOLA
A epidemia durou de 1896 a 1980 e atingiu principalmente a Europa. Estima-se que tenha matado 400 mil europeus no século 18, chegando a 500 milhões de pessoas durante toda a história. Foi erradicada por vacina em 1980.

GRIPE SUÍNA
Também chamada de H1N1, a doença foi declarada como uma pandemia (quando a infecção ocorre na população localizada em uma grande região geográfica) pela OMS. Em meados de março de 2009, ela foi caracterizada como um surto global e matou mais de 2 mil pessoas só no Brasil. Com sintomas de febre, tosse, dor de garganta, calafrios e dores no corpo, a gripe recebeu esse nome porque muitos de seus genes eram semelhantes aos dos vírus que afetavam porcos na América do Norte.

GRIPE AVIÁRIA
Além de ser transmitida de pessoa para pessoa, a doença pode ser contraída pelo contato com aves doentes. Por esse motivo, mais de 1,5 milhão de frangos foram mortos em Hong Kong depois que um homem morreu infectado pelo vírus em 1998. Casos semelhantes ocorreram em 2003, na Coreia do Sul, e obrigaram a população a sacrificar mais aves. Responsável pela doença, o vírus H5N1 teve surtos em 1997 e 2004 ocasionando a morte de 300 pessoas.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE
Mais conhecida como SARS, a doença teve um surto mundial em 2002, tendo o primeiro registro na China. Mais de oito mil casos foram confirmados ao redor do mundo, incluindo Canadá e Estados Unidos. No ano seguinte, aconteceram mais de 800 mortes. A síndrome é considerada erradicada desde 2004, mas isso não significa que o vírus tenha sido extinto. Os sintomas incluíam febre, dor de cabeça, calafrios, dores musculares, tosse seca e dificuldade para respirar.

EBOLA
Identificado na África Central na década de 70, o vírus do ebola causou a morte de mais de 11 mil pessoas pelos dados da OMS. Caracterizada por hemorragias internas ou externas, a doença também está ligada ao consumo de animais infetados, como o morcego-da-fruta ou o macaco. Assolada pela epidemia, a República Federativa do Congo registrou 3 mil casos entre agosto de 2018 e de 2019.

DENGUE
Informações do Ministério da Saúde afirmam que 11 estados brasileiros poderão ter novo surto de dengue a partir de março deste ano. A região Nordeste, Rio de Janeiro e Espírito Santo são considerados de maior risco para doença que possui quatro variantes do vírus. Depois de dez anos sob controle, o tipo 2 voltou a circular no fim de 2018. Em 2019 foram contabilizados mais de 1,5 milhão de casos da doença e 782 mortes. A Organização Pan-Americana de Saúde estima que que 3,9 bilhões de pessoas em 128 países estão em risco de infecção transmitida pelo Aedes aegypti.

CÓLERA
A doença já foi registrada sete vezes na história como epidemia, sendo que a terceira evoluiu para uma pandemia. Segundo dados registrados na Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 33 mil pessoas morreram. Ela atacou principalmente a Grã-Bretanha. Foi a que mais provocou mortes no século 19, indo de 1846 a 1860. Todas as epidemias de cólera já mataram cerca de 100 mil pessoas e a mais recente foi registrada em 2017 no Iêmen.

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