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CoronaVac é segura em crianças e adolescentes, diz estudo chinês

Pesquisa foi realizada com 550 menores de idade

Pleno.News - 28/06/2021 20h54 | atualizado em 28/06/2021 20h56

CoronaVac é segura em crianças e adolescentes, aponta estudo na China Foto: EFE/Ricardo Maldonado

Um novo ensaio clínico desenvolvido na China, divulgado nesta segunda-feira (28) pela revista científica The Lancet, sugere que a aplicação de duas doses da CoronaVac é segura em crianças e adolescentes com idades de três a 17 anos e provoca uma forte resposta imunológica.

O estudo, realizado com 550 menores de idade, mostrou que mais de 96% dos participantes que receberam ambas as injeções dessa vacina geraram anticorpos contra o coronavírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19.

As reações mais adversas foram suaves ou moderadas, e o sintoma mais comum notado entre os participantes foi a dor provocada pela injeção.

– As crianças e os adolescentes com covid-19 desenvolvem geralmente infecções leves ou assintomáticas em comparação com os adultos. Contudo, um pequeno número pode estar em risco de doença grave – observou Qiang Gao, especialista da Sinovac Life Sciences.

Gao destacou que os menores “também podem transmitir o vírus a outros, tornando fundamental testar a segurança e a eficácia das vacinas contra a Covid-19 nos grupos etários mais jovens”.

– As nossas descobertas de que a CoronaVac foi bem tolerada e induziu fortes respostas imunitárias são muito motivadoras. Isso sugere que mais estudos em outras regiões, envolvendo populações multiétnicas mais vastas, podem fornecer informações valiosas para informar estratégias de imunização envolvendo crianças e adolescentes – comentou.

A primeira fase do estudo foi realizada aleatoriamente com 72 menores saudáveis em Zanhuang, na China, entre 31 de outubro e 2 de dezembro de 2020. A segunda foi feita com 480 participantes entre 12 e 30 de dezembro.

Os autores também reconheceram algumas “limitações” no estudo, como o fato de não terem avaliado a resposta das chamadas células T, que desempenham um papel importante nas infecções por Sars-CoV-2.

Observaram também que o estudo envolveu um pequeno número de participantes, todos da mesma etnia, motivo pelo que seriam necessários ensaios maiores em outras regiões com uma variedade de etnias.

Dessa forma, o estudo recomenda cautela na interpretação desses resultados, uma vez que não foi possível tirar conclusões estatisticamente sólidas.

*EFE

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