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Copa América prova ser possível reabrir atividades, diz Queiroga

Ministro diz que cerca de 600 milhões de vacinas já foram contratadas

Thamirys Andrade - 14/07/2021 13h56 | atualizado em 14/07/2021 15h29

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Para o ministro, “o país não pode ficar o tempo inteiro parado” Foto: Reprodução | Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na terça-feira (14) que a realização da Copa América no Brasil foi um sucesso em termos de protocolos preventivos contra a Covid-19, de forma a provar ser possível vislumbrar a reabertura de atividades no país, em especial o retorno dos estudantes às salas de aula.

– Em relação à Copa América, tivemos sim uma prova de que é possível compatibilizar, mesmo dentro de um ambiente pandêmico, a prática de outras atividades que são importantes, porque o país não pode ficar o tempo inteiro parado. Caso contrário, não teremos arrecadação de imposto e o orçamento, que aqui é reclamado, não resultará em verba – disse o ministro durante audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados.

Segundo o ministro, “através de protocolo rigoroso se conseguiu realizar um evento com sucesso e, ao contrário do que se dizia, de que a pandemia ficaria descontrolada por conta da Copa América, o que assistimos foi uma melhora dos indicadores econômicos”.

Queiroga disse que, seguindo os protocolos, os jogadores identificados com a Covid-19 foram “adequadamente isolados”, de tal maneira que “esse exemplo deve ser citado como uma forma de realizar um evento dentro desse contexto, já que nós, com o controle da pandemia, já temos de vislumbrar a reabertura das atividades, como por exemplo as aulas, que devem voltar porque é impossível que nossos alunos fiquem fora das aulas por tanto tempo”.

ORÇAMENTO
O ministro informou que cerca de 600 milhões de vacinas já foram contratadas, o que dá ao governo certeza de que, até o final do ano, todos com idade acima de 18 anos já terão recebido as duas doses de vacina.

– Não estaremos absolutamente tranquilos, porque teremos uma série de outras situações relacionadas ou não à Covid-19 para enfrentar – disse Queiroga referindo-se também às “consequências ainda graves de indivíduos recuperados”.

O ministro da Saúde destacou a importância da colaboração do Executivo com o Congresso.

– Precisamos de recursos orçamentários. É fundamental que o governo federal atue em absoluta sintonia com o Congresso Nacional para que consigamos, em 2022, ter um orçamento compatível com a necessidade de enfrentamento dos problemas sanitários decorrentes da pandemia e dos que já nos espreitam de maneira habitual – acrescentou.

Queiroga disse que, desde 2017, com a emenda que estabeleceu o teto de gastos, houve redução do orçamento de uma forma geral, mas que “de certa forma” sua pasta foi preservada graças à correção que seu orçamento teve, vinculada ao IPCA.

– Em 2021, nosso orçamento estimado é em torno de R$ 131,2 bilhões, acrescidos de R$ 38 bilhões em créditos extraordinários, o que perfaz cerca de R$ 169 bilhões, que serão destinados às ações de serviços públicos de saúde. Ou seja, temos expectativa de, talvez, termos o maior orçamento que o Ministério da Saúde dispõe nos últimos anos. Creio que ainda é pouco para o que temos de enfrentar – disse Queiroga.

A afirmação de que o ministério estaria com o “maior orçamento” dos últimos anos foi questionada por parlamentares.

– Vossa senhoria disse que o orçamento do ministério é o maior. Eu quero discordar, porque uma coisa é o orçamento do ministério independentemente do orçamento de guerra. O orçamento do ministério está decrescendo. O de 2020 foi inclusive menor do que o de 2019 e de 2018 – disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ao afirmar que o crédito extraordinário obtido pelo ministério seria, na verdade, “reposição do que havia sido cancelado”.

RISCOS
Segundo a deputada, que também é médica, a pasta corre sérios riscos com o “represamento de muita demanda, inclusive eletiva, que vai explodir daqui a pouco, de tratamento oncológico e todas demandas eletivas necessárias que estão completamente represadas nos estados, municípios e nas instituições federais”.

Em resposta à deputada, o ministro da Saúde disse que mencionou valores absolutos e que, se aplicadas correções inflacionárias, o que, de fato, seria observado seria a redução de recursos.

– Há perdas, sim, no orçamento. Os créditos extraordinários têm sido um alento para termos aporte de recursos, mas reconheço que precisamos discutir a questão do orçamento de maneira mais própria, visando às prioridades do SUS.

*Agência Brasil

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