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Anvisa libera importação da Sputnik e Covaxin para o Brasil

Direção da Anvisa informou que importação de 4 milhões de doses tem caráter excepcional e temporário

Paulo Moura - 04/06/2021 21h21 | atualizado em 04/06/2021 21h29

Vacina Sputnik V Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na noite desta sexta-feira (4), a importação e o uso no Brasil das vacinas Covaxin, da Índia, e Sputnik V, da Rússia. A avaliação por parte da agência reguladora iniciou ainda na tarde de sexta. De acordo com o diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, a autorização é temporária.

– Destaco que fica autorizada a importação excepcional e temporária do seguinte quantitativo, correspondente a doses para imunização de 1% da população nacional, dentro do cronograma enviado pelo Ministério da Saúde: 4 milhões de doses – disse.

A autorização dos imunizantes foi feita sob condicionantes, ou seja, restrições de uso das vacinas da Rússia e da Índia para determinados públicos. A decisão vale apenas para lotes específicos de imunizantes trazidos de fora e não configura autorização de uso emergencial pela agência.

A agência já havia rejeitado a compra dos imunizantes em ocasiões anteriores, mas mudou a orientação depois da chegada de novos documentos das fabricantes. Ainda assim, estabeleceu protocolos específicos para aplicação das doses e limitação de público que pode ser vacinado.

Um primeiro pedido de importação e uso da Sputnik V foi negado pelos diretores em 26 de abril. Pouco depois, governadores do Consórcio Nordeste encaminharam à Anvisa um pedido de reavaliação sobre a vacina russa, anexando o relatório da Federação Russa ao Ministério da Saúde para sanar dúvidas sobre o imunizante.

Ao defender a rejeição do pedido de importação há mais de um mês, o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, chegou a afirmar que a agência “nunca teve apego às questões burocráticas” e que, “sem a inspeção que avalia as boas práticas de fabricação dos insumos vacinais, não é possível atestar as reais condições de fabricação do produto”.

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