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Com veto de Fachin a Queiroga, começa campanha contra a Pólio

Ministro da Saúde havia pedido autorização para falar em rede nacional

Pleno.News - 09/08/2022 15h58 | atualizado em 09/08/2022 16h48

Ministro Marcelo Queiroga dá início à vacinação contra a Poliomielite Foto: Walterson Rosa/MS

O Ministério da Saúde iniciou nesta segunda-feira (8) a edição de 2022 da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação para crianças e adolescentes.

Realizada desde 1980, a campanha reforça a distribuição dos 18 imunizantes que integram o Calendário Nacional de Vacinação para crianças e adolescentes. A mobilização em todo o país vai até 9 de setembro e envolverá cerca 40 mil postos de vacinação, que serão abertos para a aplicação das doses no público-alvo.

A pasta lembra que, apesar de a campanha acontecer ao mesmo tempo que os trabalhos de imunização contra o novo coronavírus, a simultaneidade não é impeditivo para o recebimento das doses.

– As vacinas da Covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais do Calendário Nacional, na população a partir de 3 anos de idade – informou, por nota, o Ministério da Saúde.

A vacinação de doenças evitáveis é uma medida sanitária importante, tanto do ponto de vista individual – previne o adoecimento, ameniza sintomas, diminui as chances do caso se agravar e do paciente ter sequelas após a doença -, como coletiva – evita surtos, hospitalizações em massa e a sobrecarga do sistema de saúde.

POLIOMIELITE
Em relação à vacinação contra a poliomielite, doença erradicada no Brasil desde 1989, o grupo foco da campanha são as crianças menores de 5 anos de idade, que correspondem a um total de mais de 14,3 milhões no país.

As crianças menores de 1 ano devem ser vacinadas de acordo com a situação vacinal com base no esquema primário, enquanto os mais velhos, entre 1 e 4 anos, devem receber a dose Vacina Oral Poliomielite (VOP) apenas se tiverem tomado as três doses do esquema básico.

O país não tem apresentado números satisfatórios de cobertura vacinal contra a doença. Em entrevista concedida ao Estadão em maio, o pesquisador Akira Homma, assessor científico sênior de Biomanguinhos, da Fiocruz, afirmou que o somente 67% do país está coberto pela vacina contra a doença.

Lançamento da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação Foto: Ministério da Saúde

– São praticamente 500 mil crianças desprotegidas – alertou Homma.

Por causa dos baixos índices, o Brasil, referência mundial em vacinação, foi incluído pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS), na lista dos oito países da América Latina com alto risco de volta da infecção. A última vez que a região registrou um caso da doença foi em 1994.

– Como não temos mais surtos da doença, a população não vê mais casos, não vê doentes, e as pessoas pensam que não precisam mais se vacinar – disse Homma, à época.

– Não precisaria se a doença estivesse erradicada completamente no mundo inteiro, mas enquanto houver países com pólio, temos que continuar vacinando as crianças justamente para evitar a entrada do vírus selvagem no país, sobretudo com o alto número de suscetíveis – completou.

VETO DO TSE
O ministro da Saúde Marcelo Queiroga pretendia fazer um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, na noite da última sexta-feira (5), mas foi barrado pelo ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edson Fachin. Queiroga falaria sobre vacinação contra a poliomielite e o Dia Nacional da Saúde.

Ao pedir a autorização para o TSE, o titular da Saúde alegou que o pronunciamento seria necessário para informar à sociedade sobre a campanha de imunização contra a doença, sob risco de reintrodução do vírus da poliomielite no território nacional. De acordo com a lei, peças de publicidade institucional são permitidas em período eleitoral apenas “em caso de grave e urgente necessidade pública”, o que não é este caso, no entendimento de Fachin.

*AE

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