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Casos de dengue aumentam 85% nos primeiros meses de 2022

Início deste ano também teve um aumento de 73% na quantidade de mortes pela doença na comparação com o mesmo período de 2021

Pleno.News - 18/04/2022 08h51 | atualizado em 18/04/2022 09h20

Mosquito Aedes Aegypti Foto: CDC/James Gathany

Os registros de dengue aumentaram em 85% no país nos primeiros três meses e meio deste ano, ante o mesmo período do ano passado. Até o dia 15 de abril, foram notificados 323,9 mil casos prováveis da doença, incidência de 151,8 por 100 mil habitantes, diz o Ministério da Saúde. E foram 85 mortes, 73% a mais do que em 2021.

Santa Catarina teve recorde de mortes confirmadas (11), atrás neste ano só de São Paulo (30) e junto de Goiás (11). Há mais 159 óbitos em investigação no Brasil. Até agora, 26 cidades catarinenses já declararam epidemia e três – incluindo Florianópolis -, emergência. Rio Grande do Sul e Paraná também estão entre os dez estados com mais casos.

– O número de casos no Sul é muito alto para essa época do ano. É inusitado ter dengue quando começa a esfriar – diz o epidemiologista Jair Ferreira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Já em São Paulo, a doença avança principalmente no norte do estado. É justamente nessa região do território paulista que está a cidade com a maior incidência do país: Votuporanga, com 4.971 casos por 100 mil habitantes. A Secretaria de Saúde paulista informou que as principais medidas preventivas são retirar objetos que acumulam água.

Em Goiás, onde o número de mortes também está entre os maiores do país, foi iniciada na semana passada uma parceria com o Distrito Federal. Em Valparaíso de Goiás, no entorno de Brasília, foram usados lançadores de inseticidas e drones.

– Escolhemos a região por concentrar níveis elevados de concentração do vetor (mosquito) e de casos. Como a pandemia ainda não acabou, o surgimento de novas doenças pode sobrecarregar a saúde – diz a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim.

O Ministério da Saúde diz ter enviado aos estados, até o dia 5 de abril, 22,5 milhões de pastilhas larvicidas para recipientes com água e 2,8 mil quilos de inseticida para o tratamento residual em pontos estratégicos, como borracharias e ferros-velhos, além de 97 mil litros de solução inseticida para uso via fumacê ou pulverização.

*AE

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