Conheça a Síndrome de Fournier, que matou cantor Leandro Abusado
Infecção bacteriana ataca tecidos da região íntima e requer diagnóstico precoce
Thamirys Andrade - 31/07/2025 13h15 | atualizado em 31/07/2025 15h48

Cumprindo a missão de trazer dicas e ao mesmo tempo manter bem informados os nossos leitores e ouvintes, o Pleno.News e a Rádio 93Fm trazem hoje como tema do quadro Dicas de Saúde & Beleza uma doença grave e rara que apareceu nos noticiários esta semana: a Síndrome de Fournier.
A infecção severa foi a responsável por causar a morte do cantor de funk Leandro Rogério, mais conhecido como Leandro Abusado, na última segunda-feira (28). É importante falar dela porque, muitas vezes, a síndrome só chega a esse ponto crítico porque ainda é pouco conhecida, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento.
A Síndrome de Fournier é uma infecção bacteriana agressiva que destrói os tecidos moles da região perineal, área localizada entre os órgãos genitais e o ânus. A bactéria pode entrar no organismo por meio de pequenos traumas ou cortes na região íntima, infecções urinárias ou anorretais, furúnculos, procedimentos urológicos, ginecológicos ou anais, picadas de inseto e até falta de higiene íntima.
Os primeiros sinais parecem inofensivos e incluem dor ou inchaço na região íntima, vermelhidão, febre e mal-estar. Mas a infecção avança rapidamente e leva à necrose na pele, mau cheiro, bolhas, queda da pressão arterial e até choque séptico.
O cantor Leandro alertou sobre a doença antes de falecer:
– Se não se tratar e se cuidar, vai inchar tudo e a bactéria vai comer os pedaços de carne. Foi o que aconteceu comigo, minhas partes íntimas começaram a inchar, eu não sabia o que era, fiquei convivendo com isso duas semanas, e, na segunda, vi que estava saindo um cheiro estranho. Fui ao hospital e já estava algumas partes necrosadas – explicou.
A Síndrome de Fournier trata-se de uma doença com alta taxa de mortalidade, entre 20% a 40%. O tratamento envolve internação imediata, normalmente na UTI, uso de antibióticos potentes e intravenosos, cirurgia de desbridamento para remover o tecido necrosado e colostomia temporária em alguns casos. Há ainda pacientes que precisam passar por procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.
Essa síndrome atinge mais homens que mulheres, mas isso não significa que elas também não sejam afetadas. Entre os fatores que contribuem para o risco, estão diabete mal controlada, obesidade, tabagismo, baixa imunidade, higiene íntima inadequada e infecções não tratadas, como furúnculos ou abscessos.
Dessa forma, a melhor forma de se proteger é manter a higiene em dia, tratar rapidamente qualquer infecção ou ferida na região genital e controlar doenças crônicas como a diabete.
E, é claro, estar atento aos sinais que o corpo dá. Se notar inchaço, dor persistente ou qualquer alteração fora do comum, busque um médico. Reconhecer os sinais logo no início é essencial para salvar vidas!
* Confira às terças e quintas-feiras às 15h30 o quadro Dicas de Saúde e Beleza na Rádio 93 FM.

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