Leia também:
X Ministério da Saúde registra caso importado de gripe K no Pará

Comer peixe pode ajudar a evitar gordura no fígado, aponta estudo

A esteatose hepática atinge até 30% da população mundial

Pleno.News - 18/12/2025 16h05 | atualizado em 18/12/2025 17h48

Peixes são fonte de ômega 3 Foto: Pixabay

Estima-se que a esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, atinja entre 25% e 30% da população mundial. Diante da crescente prevalência, a ciência busca compreender meios de prevenir esse distúrbio, inclusive investigando potenciais componentes protetores na dieta. Uma nova pesquisa, publicada em outubro no periódico Nutrients, mostra que o consumo de peixes ricos em ômega-3 pode ajudar na redução do risco da doença.

Para chegar à conclusão, cientistas de universidades da Austrália e da Itália avaliaram dados de 1.297 adultos, participantes do estudo NUTRIHEP, realizado com moradores da região do Mediterrâneo. Além de passarem por diversos exames, como o de ultrassom para avaliar o fígado, os participantes responderam a questionários sobre hábitos, especialmente alimentares.

Entre os que consumiam mais sardinha e salmão, observou-se menor acúmulo de gordura no fígado.

Para o nutrólogo Celso Cukier, do Einstein Hospital Israelita, mesmo que não haja dúvida a respeito dos benefícios atrelados ao cardápio que privilegia os pescados, são necessárias mais pesquisas para bater o martelo. Afinal, trata-se de um estudo observacional, ou seja, que não estabelece causa e efeito.

E não dá para isolar apenas um tipo de alimento quando se fala em doença hepática gordurosa não alcoólica, outra designação para o distúrbio.

– A prevenção depende do estilo de vida, engloba a alimentação, a prática de atividade física, o controle do peso, e demais fatores – enfatiza o médico.

O ômega-3 é reconhecido pelo seu poder anti-inflamatório, daí por que é bem-vindo para a proteção do fígado e de todo o organismo. Essa substância é um tipo de gordura, ou ácido graxo, e faz parte do grupo dos poli-insaturados.

Entre os tipos de ômegas mais estudados, destacam-se o EPA e o DHA. Enquanto o ácido eicosapentaenoico (EPA) está envolvido com benefícios às artérias, o ácido docosahexaenoico (DHA) favorece o cérebro. Tanto um quanto outro apresentam ação contra inflamações.

Peixes gordurosos — caso dos já mencionados salmão e sardinha, além do atum — contêm ambos. Vale lembrar que peixes também são excelentes fontes de proteína, sais minerais como o fósforo, o zinco e o ferro, assim como vitaminas do complexo B, entre outros nutrientes.

– Além de ofertar todas essas substâncias protetoras, a sardinha é um peixe bastante acessível no mercado brasileiro – destaca Cukier.

Mesmo que ainda sejam necessários mais estudos para validar a proteção ao fígado, o novo trabalho chega para reforçar a recomendação de se incluir mais pescados no dia a dia. Contudo, apesar do tamanho da costa brasileira e da quantidade de rios existentes no país, o consumo por aqui é baixo.

*Agência Einstein

* Confira às terças e quintas-feiras às 15h30 o quadro Dicas de Saúde e Beleza na Rádio 93 FM.

Leia também1 Transplante de sobrancelhas vira tendência no Brasil; entenda
2 Perdoe: Estudo revela que rancor faz mal para o coração e cérebro
3 Após caso da leoa, esquizofrenia vira pauta sobre saúde mental
4 Dezembro Laranja e o câncer mais comum no Brasil; entenda
5 Confira os assuntos que mais repercutiram no Google em 2025

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.