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Autismo: Diagnóstico precoce é vital para a qualidade de vida

2 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Mayara Macedo - 02/04/2026 12h10 | atualizado em 02/04/2026 13h17

Autismo (imagem ilustrativa) Foto: Pixabay

O Abril Azul foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de conscientizar a população sobre o autismo, envolver a comunidade, trazer visibilidade e buscar uma sociedade mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica caracterizada por desafios na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. A prevalência global é de um caso para cada 44 nascimentos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas tenham TEA.

O diagnóstico precoce e o acesso a terapias adequadas são essenciais para garantir melhor qualidade de vida de pacientes autistas.

— A neuroplasticidade cerebral é mais intensa nos primeiros anos de vida. Isso significa que intervenções terapêuticas aplicadas precocemente têm um impacto muito maior no desenvolvimento da criança, ajudando-a a desenvolver habilidades sociais e comunicativas — explica Juliana Gomes, fonoaudióloga especialista em comunicação alternativa e linguagem infantil e CEO da Clínica Life.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta de diferentes formas e apresenta variados níveis de suporte necessário. Algumas crianças conseguem levar uma vida independente, enquanto outras necessitam de acompanhamento constante para atividades do dia a dia.

O autismo não tem cura, mas o tratamento pode reduzir significativamente os desafios enfrentados pelos indivíduos dentro do espectro.

De acordo com Juliana Gomes, os primeiros sinais do autismo podem ser observados ainda nos primeiros anos de vida. Entre os principais indicativos estão: dificuldades na comunicação como atraso na fala, repetição de frases sem contexto e dificuldade em iniciar ou manter conversas; baixa interação social: pouco interesse em brincadeiras com outras crianças, falta de reciprocidade emocional e dificuldade em interpretar expressões faciais, comportamentos repetitivos como balançar o corpo, bater as mãos, alinhar objetos obsessivamente ou insistência em rotinas rígidas; hipersensibilidade sensorial como reações exageradas a sons, luzes, cheiros e/ou texturas de roupas e alimentos.

O caminho entre a suspeita e o diagnóstico pode ser longo e desafiador para as famílias. Além da aceitação da condição, muitos pais enfrentam dificuldades para encontrar profissionais especializados e acessar terapias multidisciplinares, como fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional.

— O processo de adaptação exige muito da família. É um período de aprendizado, em que os pais precisam entender as necessidades específicas da criança e buscar suporte adequado — ressalta Juliana Gomes.

O acompanhamento contínuo é essencial, pois o TEA pode se manifestar de maneiras diferentes ao longo da vida, exigindo ajustes nas estratégias terapêuticas.

Embora o autismo não tenha cura, o tratamento adequado pode proporcionar avanços significativos. Entre as abordagens mais comuns estão: terapia fonoaudiológica, que auxilia no desenvolvimento da fala e comunicação; psicoterapia, que trabalha habilidades sociais e emocionais; terapia ocupacional, que ajuda na autonomia e adaptação sensorial; acompanhamento neuropediátrico, que avalia a necessidade de medicações e orientações específicas.

Para ampliar o debate sobre o TEA e garantir que crianças e adultos dentro do espectro tenham acesso ao diagnóstico e tratamento adequados, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado desde 2007.

– Quanto mais cedo as crianças forem estimuladas, maiores serão as chances de desenvolverem autonomia e habilidades essenciais para sua vida cotidiana – conclui Juliana.

* Confira às terças e quintas-feiras às 15h30 o quadro Dicas de Saúde e Beleza na Rádio 93 FM.

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