“O movimento feminista mais atrapalha do que ajuda”

Cantora fala sobre a Fundação Sarah Farias, empoderamento feminino, violência contra a mulher, posse de armas e política

Rafael Ramos - 08/03/2019 07h10

Sarah Farias fala sobre os planos com a Fundação Sarah Farias Foto: Divulgação

Neste Dia Internacional da Mulher, o Pleno.News conversou com a cantora Sarah Farias. Idealista e sem medo de dar opinião, a cantora falou sobre a fundação que leva seu nome, situada no bairro de Jacintinho, considerado o mais violento de Maceió. Como forma de ajudar mães de crianças que moram na localidade, a Fundação Sarah Farias irá oferecer um suporte para que essas mulheres possam se empoderar e ajudar a própria família.

Empoderamento feminino é outro assunto que Sarah tratou nessa entrevista. Aos 36 anos, casada com Davi Marau e mãe da pequena Anna Vitória, de 4 anos, ela falou abertamente sobre o atual cenário político e teceu comentários sobre a liderança de Jair Bolsonaro. A cantora também opinou sobre casos de feminicídio e posse de armas e ainda falou sobre temas mais leves como música, comida, beleza e séries.

Como está sendo realizar o sonho de lançar a Fundação Sarah Farias?
A fundação está começando como uma creche em horário integral para crianças que vivem em extrema pobreza. Ela é uma iniciativa 100% privada e sem nenhum vínculo político. Nós temos uma parceria com o Conselho Tutelar da região, estamos no processo de captação de recursos e formando a estrutura da fundação. Em maio, crianças de 0 a 3 anos vão poder começar a frequentar o espaço da creche. Futuramente, a gente vai conseguir aumentar o número de crianças e oferecer cursos de inglês, música e esporte.

O bairro de Jacintinho tem um histórico de alto índice de violência por ser cercado de favelas e estar entre os piores de todo estado. O Conselho Tutelar de Jacintinho atende outro bairro vizinho, que é o Feitosa. A necessidade é muito grande e temos muitas crianças fora da escola porque o próprio estado não consegue resolver. Além da fundação ajudar essas crianças, ela vai dar suporte para outras iniciativas que já existem no bairro.

Como é ajudar as mães dessas crianças a se empoderarem?
Isso daí é um sonho, principalmente depois que eu fui mãe. Eu tenho marido, tenho mãe, tenho irmãs e sei a dificuldade que é. Você vai trabalhar e quem vai ficar com seu filho? Essas mães não têm recursos financeiros para colocá-los na creche e, por isso, não conseguem trabalhar. Se deixam com parentes, correm o risco de deixar sua criança muito vulnerável a um abuso ou exploração. Serão cinco voluntários na equipe, por enquanto. A gente já conseguiu uma cozinha completa e vai fazer uma horta na própria creche. Estamos negociando outras estruturas e queremos que tudo funcione dentro do Método Montessori, que dá total independência à criança, além de tudo ser feito de acordo com a idade dela. A criança vai receber todo o material didático e caberá à mãe ou ao responsável, cuidar desse material. Ela pode estar em extrema pobreza, mas a mãe precisa demonstrar que o filho está ali. É uma alegria muito grande poder proporcionar tudo isso a essas mães. Já temos mais pessoas interessadas do que conseguiremos atender.

Como é, como mulher, estar à frente de tudo isso?
Como mulher eu me sinto útil. Em primeiro lugar, todas as pessoas que fecham agenda com Sarah Farias hoje, ou ouvem o streaming de uma música, direta ou indiretamente estão ajudando a realizar esse projeto. Então, eu sinto que meu ministério está valendo a pena e que o que Deus me deu não está retido só a mim, mas está sendo estendido a outras mulheres que vão sair para trabalhar, sabendo que suas crianças estão em um lugar de amor e seguro. Ali elas não serão abusadas e serão bem cuidadas. Eu nem sei descrever o sentimento.

Fevereiro foi marcado pelo caso da mulher agredida durante 4 horas. Como você vê essa questão do feminicídio e agressão contra a mulher em nosso país?
Primeiro, isso é muito cultural. Começa lá atrás, na forma como as mães criam esses homens. Esse agressor não foi bem educado pela mãe. Vivemos em uma cultura machista e as mães que criam seus filhos precisam, em primeiro lugar, ensinar a eles como se trata um ser humano, principalmente uma mulher. Se quem cria não sabe fazer isso, cabe ao estado ensinar, desde criança, como se trata, como se respeita e quais são as leis. Sobre o feminicídio, ela certamente foi agredida por ser mulher, apesar de haver muitas controvérsias. Eu sou totalmente a favor da lei do feminicídio porque tem pessoas que realmente são assassinadas e agredidas justamente por serem mulheres.

É um absurdo, mas não podemos confundir o real com o ideal. Até que o homem chegue nesse nível cultural e até que o estado cumpra seu papel, que não é cumprido, a vítima precisa tomar algumas precauções. Mesmo crendo na revolução e evolução cultural, precisamos tomar precauções. O agressor agride porque acha que é dono da mulher, então ele tem que ser educado desde criança. Ele viu alguém agredindo e aprendeu isso na vida dele.

A agressão psicológica é a pior e acontece em muitos lugares que a gente nem fica sabendo. Muitas mulheres sofrem justamente pelo machismo. Quando a gente fala do machismo, do feminicídio, dá a entender que a gente é feminista. E não é. O movimento feminista, em alguns momentos, mais atrapalha do que ajuda, porque ele vai criando barreiras ao invés de abrir o diálogo. Porém, existem coisas que, independente do movimento feminista, são fatos. Quantas mulheres são agredidas e têm vergonha de falar? Elas não falam o que ouvem dentro de casa. E nós, que somos Igreja, que somos líderes, precisamos conversar mais sobre isso com essas vítimas.

“O movimento feminista, em alguns momentos, mais atrapalha do que ajuda” Foto: Reprodução/ Instagram

Muito se questionou sobre a afirmação: se a mulher tivesse uma arma em casa, ela teria se salvado. Qual sua posição na questão da posse de armas?
Ela poderia se defender com uma faca se ela quisesse. A posse de armas depende de quem as tem. Tem pessoas que têm arma em casa e nunca vão usar porque esse uso não faz parte da natureza delas. Talvez, se esta pessoa pegasse uma arma, nem conseguiria fazer coisa alguma. Isso depende muito de quem tem a posse de armas. Sou a favor em alguns casos e contra em outros. Não podemos comparar o Brasil com o Estados Unidos. O brasileiro é muito informal e corrupto. A partir do momento que eu libero a posse de armas, vai entrar em ação o jeitinho brasileiro. Certamente vai ter muita gente com posse de arma sem condições de tê-las, mas que deu um jeito de conseguir.

Nesses casos, é necessário ter uma fiscalização e um olhar mais profundo sobre isso. Porém, eu concordo que muitos comerciantes, pais e mães de família tenham esse direito. Mas precisamos tomar cuidado também com essa arma dentro de casa. Claro que todos temos facas em casa e a criança sabe que é perigoso. Porém, uma arma é muito mais letal e interessante para uma criança do que uma faca. Um aluno que sofre bullying na escola pode pensar em pegar a arma do pai, chegar na escola e querer resolver o assunto. É um caso que, felizmente ou não, não tenho resposta generalizada.

Como a Igreja deve tratar a questão da violência contra a mulher?
Com fóruns dentro da igreja. Eu participei de um evento no ano passado, em São Paulo, realizado pela revista Cláudia, com as 20 mulheres que eram as maiores CEOs do Brasil, dentre elas a da Magazine Luiza. A empresa tem um call center onde as mulheres agredidas podem ligar e dizer o que estão passando. E, se alguma mulher for casada com algum funcionário da Magazine, ela também pode denunciar. Às vezes esse homem é um funcionário brilhante, mas dentro de casa é um criminoso. A Magazine Luiza também disponibiliza psicólogos para as vítimas e oferece treinamento sobre como identificar uma mulher que sofre agressão dentro de casa, quer seja psicológica ou física.

E o que o pastor deve fazer nos casos de agressão, na sua opinião?
Apesar disso ser muito forte nas igrejas, eu também noto um movimento diferente. Muitos conselheiros hoje já usam outra abordagem. Isso tudo pode ser mudado apenas com uma quebra, uma mudança de paradigmas e a igreja precisa de exemplos. Uma coisa que atrapalha muito é que nós somos muito divididos e não falamos a mesma linguagem. Mas, a partir do momento que uma igreja criar um modelo para lidar com essas mulheres, com esses casamentos e com esses homens, isso vai dando certo. Ela pode, inclusive, fazer um link com outras igrejas, mas alguém precisa começar.

Essa é uma característica do movimento evangélico: nós somos muito egoístas, voltados apenas para nossa própria igreja, nossa própria comunidade e, se alguém tem algum problema, a gente automaticamente se afasta daquela pessoa e espera que ela o resolva sozinha. Então, precisamos de um exemplo, um ativista, alguém que vista a camisa. Acho muito importante hoje, o fato de termos uma ministra de Direitos Humanos evangélica. Isso é muito bom, porque a ministra Damares Alves já tinha uma abertura dentro das igrejas. Isso já abre os olhos da igreja que só olhava para o lado espiritual. A gente precisa de pessoas que falem e que tenham amor por isso. Esse assunto deve ser uma das pautas nos cultos de ensino. Porém, muitas das vezes, os próprios ensinadores não têm exemplos.

É algo semelhante à questão da depressão, que precisa ser trazida à tona.
Primeiro, a depressão é uma doença e precisa ser tratada. Assim como Jesus pode curar o câncer e a Aids, Ele pode curar a depressão. Na década de 80, minha mãe foi diagnosticada por um psiquiatra com depressão, mas, na verdade, ela tinha síndrome do pânico e não existia diagnóstico naquela época. Ela passou por um tratamento, mas não deu continuidade. Minha mãe conviveu com esse problema por quase 15 anos e, às vezes, ela esquecia do próprio nome. Ela saía de casa, tinha um surto e não conseguia mais voltar. Ela achava que ia morrer se entrasse dentro de um carro ou em lugar fechado.

Então, depois de 15 anos, ela teve uma decepção e parou de acreditar em tratamentos. Um dia ela foi curada na igreja mesmo. Minha mãe é uma pessoa extremamente espiritual e ela consegue identificar facilmente alguém que sofre de depressão. Ela se preocupa e consegue ajudar, caso a pessoa precise de um tratamento, de uma terapia ou talvez de um remédio. Se hoje a gente conseguiu desmistificar um pouco a depressão, foi porque a gente começou a falar sobre isso e houve uma mudança de paradigmas. Quando a gente fala, tem alguém do outro lado se identificando. E essa pessoa pode ser uma ativista do assunto em sua própria igreja.

Eu ando muito pelas igrejas, converso com as pessoas até a hora de ir embora e sei o que acontece. Agora, quando falamos de pastores em depressão, falamos de alguém que entende-se que teve uma preparação para estar ali, inclusive psicológica. Um pastor é como o piloto de um avião que precisa estar bem para pilotar a aeronave. O problema é que muitos pastores estão em depressão justamente por serem pastores. É possível que, talvez, não era nem para serem pastores. Às vezes você tem vocação para cuidar de um grupo pequeno, para ser ministro de louvor, mas não um pastor. Falta estrutura, além de faltar outras coisas. Pessoas que chegaram ali muito rápido, sem preparação nenhuma, quando estiverem enfrentando uma tristeza profunda, uma decepção, ou uma frustração muito grande, a falta de preparo pode gerar uma depressão. Ela vê que está levantando outras pessoas, mas não consegue levantar a si mesma. Desta forma, começam os questionamentos, a falta de alegria e a falta de prazer, que é uma das marcas da depressão.

Falando agora sobre política: qual sua opinião a respeito do governo do presidente Jair Bolsonaro?
Às vezes eu tenho a impressão de que ele se comporta como um candidato. Mas isso também aconteceu com os ex-presidentes Lula e Dilma. Eu tenho uma esperança muito grande nesse governo porque, se tem um coisa que a gente acredita, é na idoneidade do Bolsonaro. Vemos a equipe formada por muitas pessoas que já estão viciadas na velha política e por membros de outros partidos políticos. Essas pessoas não mudarão da noite para o dia, mesmo que o Bolsonaro tenha uma filosofia de transparência e integridade. Ele tem, inclusive, um outro partido, que é o Democratas (DEM), um super partido dentro da base do governo. A gente conhece a história do DEM, com políticos que vieram do extinto PFL da época do seu ex-presidente Antônio Carlos Magalhães.

O PFL fazia o que hoje faz o MDB. Um partido que não fica de nenhum lado ideológico, é um partido do meio. Quando a gente analisa o governo Bolsonaro, a gente vê que ele ainda está procurando uma identidade própria de governo. A identidade de campanha é uma, a de governo é outra. A gente ainda está tentando entender que governo é esse, torcendo muito para que dê certo, mas o presidente precisa, sobretudo, entender que hoje ele é o presidente de todos, não apenas de um grupo, de uma ideologia ou de uma parte da sociedade. Apesar de ter sido eleito por quase metade dos brasileiros, ele está governando para todos.

“O presidente precisa entender que hoje ele é de todos, não apenas de um grupo” Foto: Reprodução

Mudando um pouco de assunto, qual a dica de beleza da Sarah?
Parece uma resposta fútil, mas eu estou aprendendo que dormir bem e tomar muita água é muito importante. São coisas baratas e que todo mundo pode fazer. Eu diria que a mulher que quer se sentir bonita, em primeiro lugar precisa ter uma reserva financeira. Depois dos 30 ela vai precisar de outras coisas, além de muita água e muito sono. Ela precisa descobrir um bom dermatologista e, para isso, é necessário ter uma atividade financeira a mais. Se ela tem um salário fixo, precisará vender alguma coisa para sobrar um dinheirinho e cuidar da pele. Fazer uma esfoliação, ter uma alimentação saudável e, no futuro, poder usar o que a tecnologia tem a oferecer, é essencial.

Faria alguma intervenção cirúrgica?
Eu não tenho problemas com isso, porém, eu ainda não tenho coragem. Eu sou a favor de tudo o que a tecnologia pode oferecer: botox, ácido. Mas, dependendo da intervenção, a mulher tem que pensar. Uma coisa que sempre fiz na minha vida foi corrida. Faz dois anos que parei de correr porque chego em casa muito cansada. Mas, lembro que chegava a correr quase sete quilômetros. A minha disposição era outra, meu tipo físico era outro e, quando você faz exercício físico, automaticamente, você não quer comer determinadas coisas. Porque você sabe o quanto lutou para se exercitar e não quer estragar tudo com uma comidinha.

E o que gosta de fazer para relaxar quando está em casa?
Gosto de preparar a mesa, preparar o ambiente, colocar flores, velas e sentar com a família. Gosto de cozinhar alguma coisa. Todo mundo gosta das minhas sopas de ervilha e de legumes e do meu caldo verde. E, quando dá, também gosto de sentar no sofá, ler e assistir algumas séries.

Que tipo de leitura você gosta?
Sou eclética. Depende muito do meu momento e necessidade. Atualmente estou lendo sobre o jejum de Jesus porque estou entrando numa fase em que vou jejuar. Também estou lendo um livro meio acadêmico sobre foco. Faço questão que aquele autor aborde um tema que seja desconhecido para mim. Livros de muita redundância não me interessam e livros que são muito populares eu também não gosto.

E quais séries você gosta de assistir?
A série é como uma novela, te deixa viciado. Você quer terminar e, quando termina, já quer a outra temporada. Vai dando aquele vazio, aquela agonia. Eu sempre critico pessoas que não produzem nada na vida, não andam, não evoluem e são viciadas. Tirando isso, eu amo séries, desde quando não existiam essas plataformas de streaming. House of Cards, por exemplo, tem personagens excelentes, inteligentíssimos. Ela é muito bem dirigida e o roteiro é perfeito. Mas eu parei de assistir House of Cards porque estou focada em outras coisas. Da mesma forma com Game of Thrones. Quando eu comecei em 2015, estava viciada. Quando terminou a primeira temporada e fui começar a segunda, ouvi claramente a voz de Deus dizendo: “Vai ficar aí? Eu tenho coisas maiores para sua vida”. Até hoje não assisti mais e, dois meses depois desse episódio, eu escrevi a música Deixa Eu Te Usar.

Dependendo do que você está fazendo, a série, a novela, qualquer coisa que te prenda naquele lugar, vai te atrapalhar. Tirando isso, gosto de séries políticas. Tinha uma série que eu gostava muito, mas não era política, que é Prision Break. Também gosto de A Maravilhosa Senhora Maisel e Downton Abbey, que é uma série inglesa. Eu gosto de tudo que os ingleses fazem. O cinema inglês é muito melhor do que o americano. Eu gosto dessa série porque ela é lenta e gosto de histórias com pouco movimento. Quem faz muito isso é o cinema francês. Downton Abbey fala muito sobre a transição de quando a sociedade inglesa tinha muitos empregados que os vestiam, davam banho, para quando o mundo foi mudando com a revolução industrial. Ela mostra o interior da Inglaterra de um jeito, e a diferença quando se ia para Londres, onde várias famílias estavam fazendo de seus funcionários, seus empregados. A série mostra essa mudança cultural, incluindo a chegada da energia.

Downton Abbey é uma das séries favoritas de Sarah Farias Foto: Reprodução

Muita gente te conheceu justamente com a canção Deixa Eu Te Usar pelo YouTube. Como está sendo aprender essa nova forma de consumir música pelo streaming?
Está sendo um desafio porque eu tinha preconceito com a internet. Tanto que, quando a música Deixa Eu Te Usar alcançou o Brasil, eu chegava a passar duas semanas sem entrar na internet. As pessoas falavam: “Sarah, a música já alcançou não sei quantos milhões” e eu não queria saber. Várias pessoas, incluindo meu esposo, diziam para eu fazer um vídeo e colocar no Facebook, mas eu não conseguia. Eu tirava fotos e levava uma semana para postar. Eu sempre gostei do Instagram, mesmo naquela época em que eu era avessa à internet. Eu me dei conta de que precisava mudar meu pensamento em 2017, o ano da minha revolução digital. Passei por uma quebra de paradigmas. Achava que quem vivia na internet era uma pessoa fútil e que não tinha o que fazer. Tive que quebrar esse preconceito e fui ao extremo. Quando entrei na internet, comecei a colocar metas para mim mesma, para recuperar o tempo que perdi.

O melhor ano da música Deixa Eu Te Usar foi em 2016, mas as minhas músicas só entraram no streaming em 2017. Entrei determinada a minimizar o prejuízo de ter passado esse um ano e meio fora da internet. Estudei como funcionava o YouTube e o Instagram e, no ano passado, comecei a entrar de cabeça no Spotify e na Deezer. Agora, em de 2019, estou entrando com certo equilíbrio, que é o que todos deveriam buscar. Você tem que entender o equilíbrio do seu trabalho e ver o quanto aquilo está te atrapalhando no dia a dia. Hoje tenho uma assessora que tem acesso às minhas redes e a todo material. Ela pode fazer isso tranquilamente e só a parte que eu preciso conversar com meus seguidores que eu não posso terceirizar.

Sarah Farias, o marido Davi Marau e a filha Anna Vitória Foto: Divulgação

Para encerrar, como ser uma mulher empoderada à luz de Provérbios 14?
Essa mulher sábia da Bíblia já era empoderada. Se você ler Provérbios 30.31, a mulher virtuosa é empoderada e administradora, mas ela consegue manter alguns pilares da harmonia. Quando a gente fala de submissão, às vezes dá a entender que a mulher submissa é oprimida e não tem vida própria. Qualquer convivência precisa de renúncia. Se você for morar em uma república com alguns colegas, alguém ali vai ter que renunciar em algum momento, senão vocês não vão conseguir conviver. Essa mulher empoderada de hoje é uma mulher que, de acordo com o livro de Provérbios, sabe o limite entre empoderamento e superioridade. O ideal é que a mulher alcance o seu lugar mantendo a harmonia das coisas. A mulher biblicamente empoderada precisa da ajuda do marido. Existem muitos maridos machistas que não dão liberdade para sua mulher voar. Agora, o marido compreensível, vai continuar sendo homem do mesmo jeito e a mulher vai saber fazer isso com jeitinho. É só ela manter a harmonia e, para manter a harmonia de uma convivência, é preciso renúncia, respeito aos limites e conhecimento do outro. Quando me casei, todo mundo me dava conselhos, mas todo mundo tinha um marido diferente do meu. Uma vez uma mulher muito inteligente me disse: “Sarah, o melhor conselho é aquele que funciona no seu casamento”. Essa mulher empoderada, que faz e acontece, precisa saber o que funciona dentro da casa dela e como manter os pilares da harmonia. Se ela não fizer isso, ela vai continuar empoderada, mas sem casamento.

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