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Enfermeira na Alemanha avalia situação de pandemia

Paula Mussumeci atua no setor de Cirurgia Geral no HSK Wiesbaden e participou de uma das lives do Pleno.Entrevista

Virgínia Martin - 27/03/2020 16h23

Paula é mestre em Enfermagem e especialista em Enfermagem do Trabalho

Da Alemanha, Paula Amaral Mussumeci participou da LIVE diária no Pleno.Entrevista. Formada em Enfermagem, a brasileira é moradora da cidade de Wiesbaden, onde trabalha no setor de Cirurgia Geral no HSK Wiesbaden.

Na percepção da enfermeira, a gestão alemã contra a expansão do coronavírus é eficiente. Os alemães são organizados e possuem eficiência em tudo e isso também vem se refletindo nos procedimentos contra a pandemia. A população aderiu facilmente à recomendação de isolamento. E a primeira ministra Angela Meckel tem tranquilizado o país e comunicou a liberação de 750 bilhões de euros para que a Alemanha consiga manter seu PIB.

Paula é mestre em Enfermagem e especialista em Enfermagem do Trabalho. E hoje está sob quarentena em casa, já que apresenta sintomas de gripe e foi afastada de suas atividades. Em fevereiro, ela esteve em viagem pela Espanha e pela Itália, consideradas áreas de risco, e foi recomendada a permanecer em casa, e já confessa que isso tem abalado seu equilíbrio mental. Paula também tem sentido dores no pulmão.

No dia 26, foi a vez da entrevista com 4 horas de diferença no fuso horário

Sobre imunidade, Paula confirma que um corpo mais saudável e sem problemas crônicos têm menos propensão a riscos de contágio ou não evoluem para estados mais graves da doença. Mas Paula se sente inquieta por não ter feito ainda o teste para coronavírus. Como teve sintomas mais leves, não foi considerada como prioridade de atendimento. Segundo Paula, a capacidade de testes no sistema de saúde alemão tem sido de 160 a 200 mil testes por semana.

A Alemanha tem se mostrado um exemplo no combate ao coronavírus. O Instituto Robert-Koch, instituto de pesquisa mais renomado na Alemanha, vem apresentando dados sobre o avanço da pandemia. Informou que o número de vítimas no país chegou a 114 pessoas. E que a média de idade de infectados é de 45 anos e dos que morreram é de 82 anos.

A respeito do desenvolvimento de uma vacina para cura do contágio pelo coronavírus, Paula esclarece que hoje há 40 candidaturas para que uma vacina seja criada. Mas a única que já teve início para testes foi a desenvolvida nos Estados Unidos. E que com todos os estudos e dedicação dos cientistas, a previsão para conclusão da vacina é para o ano de 2021. A necessidade da cura é tão grande, que os testes estão sendo feitos diretamente em seres humanos, sem passar pela fase de teste em animais.

A enfermeira também atuou como tenente da Aeronáutica no Hospital de Força Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, e foi professora de Saúde Mental na Universidade Federal Fluminense. Ela recomenda que as pessoas em fase de isolamento social busquem planejar uma rotina diária para fazer em casa, que inclua exercício físico, criatividade, interatividade com amigos e família e que as famílias não concentrem sua atenção em notícias alarmantes ou negativas.

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