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Deputado de São Paulo critica Doria e ‘atos nocivos’ do PSDB

Ao Pleno.News, Major Mecca falou sobre um pedido de impeachment contra o governador de SP envolvendo a vacina chinesa

Henrique Gimenes - 11/12/2020 12h00 | atualizado em 11/12/2020 12h05

Deputado Major Mecca Foto: Reprodução

Em novembro, um grupo de deputados decidiu apresentar um novo pedido de impeachment contra o governador de São Paulo, João Doria, após a CNN Brasil revelar um contrato assinado entre o governo do estado e a empresa chinesa Sinovac, responsável pela CoronaVac, a vacina chinesa. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o deputado Major Mecca (PSL), um dos nomes a assinar o pedido, chegou a classificar o contrato de Doria como um “cheque em branco” à China.

O documento criticado pelo parlamentar aponta que “ambas as partes têm o objetivo de discutir e definir um preço de mercado razoável para o fornecimento da vacina importada assim que possível e celebrar um acordo para o registro do produto, uso de emergência e fornecimento da vacina importada no Brasil” sem, no entanto, estipular um preço para o produto.

Não foi, no entanto, o primeiro pedido de impeachment protocolado pelo grupo contra Doria na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em entrevista ao Pleno.News, Major Mecca fez críticas ao governador de São Paulo por sua “ausência de transparência” sobre a questão da vacina da Covid-19 e também sobre outros temas.

O deputado também criticou a os mais de 20 anos do PSDB no governo do estado por causa dos “atos nocivos” e abordou ainda outros temas.

Após as revelações feitas pela CNN Brasil sobre o que seria o contrato firmado entre o governo de São Paulo e a Sinovac para a aquisição de vacinas, o senhor e outros deputados decidiram apresentar um novo pedido de impeachment contra o governador João Doria pelo motivo do documento representar um “cheque em branco”. Poderia nos contar um pouco sobre esse pedido?
Esse pedido corrobora a ausência de transparência por parte do governador, como constatamos em outras fiscalizações. Onde nossos requerimentos de informações são respondidos de maneira vaga. Esse contrato firmado com o laboratório Sinovac ocorreu fora do Poder Legislativo e do povo de São Paulo o que fere o principio da transparência.

Este será o quarto pedido de impeachment contra o governador na Assembleia Legislativa de São Paulo. O que senhor acha que é necessário para que eles sejam colocados em votação?
Para isso acontecer, é necessário que troque a presidência da ALESP. [O atual presidente da Assembleia é Cauê Macris (PSDB), aliado do governador João Doria.

Ainda no assunto da vacina, o que o senhor acha sobre a obrigatoriedade da imunização?
Sou contra a obrigatoriedade da vacina, defendo o livre arbítrio e o poder da escolha das pessoas precisa ser preservado.

Deputado Major Mecca ao lado do presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução

Em novembro, uma manifestação acabou se transformando em um episódio de vandalismo quando um grupo atacou um mercado na capital. O que o senhor pensa do episódio?
Precisamos sim debater e conversar sobre o racismo, e assim construir ações para que exista maior igualdade na nossa sociedade. No entanto, o vandalismo parte para práticas criminosas que não acrescentam em nada para o tema.

Recentemente, um colégio do Rio de Janeiro decidiu adotar a chamada “neutralização de gênero” da Língua Portuguesa. Como o senhor vê essa questão? Acha que colégios de São Paulo poderiam seguir nessa direção?
Sou contra. Já existem as regras da Língua Portuguesa, não vejo necessidade alguma de mudança. Não são essas mudanças que fariam as pessoas terem respeito uma pelas outras.

O senhor é um crítico da administração do PSDB no estado de São Paulo, que já dura há mais de 20 anos. Quais são os motivos que o senhor acha que levam o partido a continuar sendo eleito?
Penso que o povo não tem a consciência dos atos nocivos que o PSDB faz na sua gestão, como por exemplo: Em uma das minhas fiscalizações localizei mais de 57 mil kits de sacos de cadáveres com data de vencimento para 15 dias posteriores a minha fiscalização. Ou seja, alguém do governo fez a compra sem critério técnico algum desperdiçando milhões que são fruto dos impostos pagos pela população, com muito sacrifício. Compra de máscaras e aventais superfaturados tratando com descaso o erário.

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