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Conheça a pessoa por trás do perfil cristão Gospelmente

Batemos um papo com o dono de uma das páginas de humor mais influentes no meio gospel

Rafael Ramos - 27/12/2018 14h07 | atualizado em 28/05/2020 16h58

Considerado um fenômeno no meio evangélico, o Gospelmente surgiu em 2013 como tantas outras páginas de humor. Aos poucos, o perfil foi ganhando a atenção não só do público, mas também dos artistas que eram alvo das montagens e vídeos publicados. Atualmente são mais de um milhão de seguidores, apenas no Instagram.

O Pleno.News conversou com Gesson Nunes, a pessoa por trás do fenômeno digital. O amazonense de 27 anos, erradicado em Fortaleza, no Ceará, falou sobre o projeto e como é lidar com a “fama”. Defensor de Bolsonaro, ele também expressou suas expectativas para 2019 e desejou poder continuar influenciando vidas através da união entre humor e Evangelho.

Quem é o Gesson Nunes?
Eu sou um cara sonhador, curioso, que ama rir e fazer as pessoas darem altas gargalhadas. Nasci em uma comunidade indígena no interior do Amazonas, chamada Ilha do Purús, mas hoje moro na capital do estado do Ceará e toda a minha família continua no Amazonas. Meus pais são pastores e tenho 11 irmãos. Estou com 27 anos, sou social media, congrego na Comunidade Cristã Videira de Fortaleza e meu pastor é o Costa Neto.

Gesson é filho de pastores Foto: Reprodução

Como foi seu encontro com Cristo?
Eu nasci no Evangelho, mas meu encontro verdadeiro foi aos 14 anos, presenciando um milagre. Estávamos sem nada pra comer em casa, então meu pai reuniu toda a família para orar. Enquanto orávamos, uma irmã de uma outra igreja bateu na nossa porta e disse que Deus tinha tocado no coração dela para nos entregar uma cesta básica. Naquele momento conheci Jesus de verdade.

Quando você criou o Gospelmente e qual a sua intenção?
O Gospelmente nasceu em 2013 e eu sempre sonhei alto, mas não imaginava que chegaria onde estamos. Fazia por diversão mesmo e quando começamos a receber testemunhos, comecei a pedir ainda mais a direção de Deus e Ele tem nos guiado até aqui.

Como é o retorno do público?
Tem sido incrível. Por onde a gente passa as pessoas sempre testemunham que os posts mudam o dia delas. Que em determinado momento de angústia, entraram na internet e encontraram conforto no perfil do Gospelmente.

Quando você resolveu mostrar que era você que fazia a página?
Muita gente pedia para eu mostrar o rosto. Quando atingimos 500 mil seguidores no Instagram, vi nisso a chance de influenciar ainda mais as pessoas com meu cotidiano e história de vida.

Quais foram as principais mudanças ao longo do tempo?
No início a gente não tem noção do quanto a nossa opinião é capaz de impactar a vida das pessoas. Antes, só queria postar coisas engraçadas. Hoje, além dos posts de humor, temos notícias, reflexões e procuramos incentivar os seguidores a se engajarem em movimentos sociais.

Já teve alguma postagem que você precisou se explicar depois?
Sim, e não foi somente uma, foram várias. Mas eu sempre procuro aceitar as críticas construtivas e não é vergonha para ninguém se desculpar por um erro. Não nascemos sabendo de tudo.

Os artistas, até mesmo os mais críticos, levam as piadas na esportiva?
Sim, até agora ninguém nos tratou mal. Até me admiro disso. O Kemuel é um exemplo. A gente zoava muito (e ainda zoa) a forma com que eles se vestem. Aí, quando nos encontramos pela primeira vez, eles disseram que amavam os posts e que nunca se ofenderam. Os artistas mais críticos são os que mais nos tratam bem. Acho que o Espírito bate.

Gesson com Kemuel Foto: Reprodução

O que é o Gospelmente hoje?
Creio que é uma boa influência neste mundo de tantos maus exemplos.

Você faz tudo sozinho?
Atualmente o Jonas Filho, que é fundador do perfil Senhora Gospel, me auxilia na criação de conteúdo, na parte jurídica e me acompanha nas viagens que a gente faz para ministrar ou cobrir eventos.

Criador do perfil Senhora Gospel, Jonas Filho é um dos apoiadores do projeto Gospelmente Foto: Reprodução

Você também prega nas igrejas. As pessoas, principalmente os pastores, te levam a sério?
Sim, graças a Deus. Por onde tenho passado eu procuro deixar o humor de lado e falar de assuntos sérios com os jovens, principalmente de assuntos que os líderes e pastores não conseguem explorar. E isso gera um quebrantamento e mudança de mentalidade!

Já encarou alguma resistência?
Sim, mas nada muito grave. Eu sempre fiz questão de não deixar nada como um mal entendido. Isso aconteceu só na internet. Fora dela, todo mundo sempre nos trata bem. Glória a Deuxx!

Além de cuidar do perfil, ele também tem pregado o Evangelho aos jovens Foto: Divulgação

Como lida com os haters?
Com muita ironia! Ainda mais quando se trata de post de humor, sempre procuro ser bem sarcástico e me divirto demais. Eles trazem audiência. Amo!

Como é chegar a um milhão de seguidores no Instagram?
Surreal! É gratificante porque isso significa que a gente tem feito um bom trabalho e que existem milhares de pessoas se alegrando juntamente conosco.

Você se considera um digital influencer?
Sim, mas vejo isso como um reconhecimento pelo trabalho que desenvolvemos. Dinheiro e produtos recebidos são uma consequência do esforço. Hoje, eu me dedico exclusivamente ao projeto.

Como foi o encontro com o Whindersson Nunes?
Ele estava comemorando os 10 milhões de inscritos no YouTube e fui convidado para o show dele. Então, aproveitei a oportunidade para dizer que ele é uma inspiração e referência para muita gente. Principalmente pela história de vida e por chegar tão longe, vindo de um lugar tão carente. Não temos contato próximo, mas o acompanho nas redes sociais.

Gesson e Whindersson Nunes Foto: Reprodução

Pensa em seguir o caminho dessa turma da internet – como Franklin Medrado, Vini Rodrigues e Jonathan Nemer – e partir pro teatro?
No momento, não. Eu amo pregar a Palavra e pretendo seguir dessa forma. Mas Deus sabe do nosso futuro.

Encarou muita resistência por seu apoio a Bolsonaro?
Sim, perdemos uns 40 mil seguidores, mas ganhamos muito mais. Sempre procurei não ficar em cima do muro. Comigo é sim ou não! Então, desde o início das eleições, eu deveria escolher um lado e influenciar meus seguidores para o que eu acreditava que era melhor para o país. Estou torcendo muito para que aconteça uma mudança positiva no país, principalmente nas áreas de saúde e segurança, que são precárias.

Qual o maior sonho do Gospelmente?
Deus tem sido muito bom e hoje eu vivo a realização dos meus sonhos. Ainda pretendo visitar Israel (inclusive, estamos montando uma caravana para viajar pela Terra Santa) e continuar influenciando as pessoas a se engajarem em projetos sociais, levando Jesus para quem realmente precisa. Estou respondendo essa entrevista após uma ação social do Gospelmente e do Projeto Life For Kingdom na Beira-mar de Fortaleza, onde levamos um jantar para mais de 50 moradores de rua e ganhamos oito vidas para Jesus. Isso é viver o sonho de Deus para mim e pretendo seguir na direção do que Ele tem para nós.

Gesson mobilizou várias pessoas para uma ação social na cidade onde mora Foto: Divulgação

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