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“As pessoas estavam cansadas das mentiras da esquerda”

Segundo vereador mais votado de Belo Horizonte criticou a esquerda em entrevista exclusiva

Pierre Borges - 05/02/2021 21h41

Vereador Nikolas Ferreira e presidente Jair Bolsonaro
Vereador Nikolas Ferreira e presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução

Após viralizar nas redes sociais em novembro de 2020 ironizando o fato de ter ocupado o gabinete de um petista, o vereador Nikolas Ferreira (PRTB/MG) iniciou, em janeiro, o seu primeiro mandato político. Cristão e conservador, Nikolas foi o segundo vereador mais votado de Belo Horizonte, com quase 30 mil votos aos 24 anos de idade.

Idealizador do movimento Direita Minas, o jovem realizou sua campanha política sem o uso de dinheiro público, apenas com arrecadações voluntárias em sua conta bancária e em uma vaquinha online. Defendendo pautas a favor do porte de armas e contrárias ao aborto, ao ativismo LBGT e a ideologia de gênero, o vereador ganhou notoriedade nacional e têm sido alvo de críticas da esquerda.

Em entrevista ao Pleno.News, Nikolas falou sobre as pautas que defende, sobre o movimento que o levou à eleição e sobre o cansaço da população brasileira com a corrupção e a velha política. Confira a seguir!

O movimento Direita Minas permitiu que o senhor fosse o segundo vereador mais votado da capital mineira. Em sua opinião, o que tem feito com que páginas conservadoras, como a Direita Minas, tenham alcançado tanta relevância no âmbito nacional?
Acredito que as páginas e o próprio movimento Direita Minas tenham relevância no âmbito nacional porque, de fato, as nossas pautas são nacionais. Contra o aborto, em defesa da vida desde a concepção, pelo direito do porte de armas para o cidadão de bem, é realmente defender a família como base da sociedade.

Acredito que na política não existe vácuo. Se você não entrar, outro irá entrar e representar

O nosso ordenamento é jurídico. Tudo isso contribui para pautas mais nacionais, por mais que a gente tenha um foco maior em Minas Gerais, principalmente na capital, Belo Horizonte. Mas eu acredito que a defesa das pautas, que são de bem comum de todos os brasileiros, seja um aglutinador não só de Minas, mas do Brasil todo.

Com 24 anos, muitas pessoas ainda estão elaborando seus objetivos de vida. O que o levou a se lançar na vida pública, mesmo sendo tão jovem?
Eu decidi me candidatar, mesmo com essa idade, porque acredito que na política não existe vácuo. Se você não entrar, outro irá entrar e representar [o povo]. Então, eu gostaria de representar as pessoas que depositaram confiança em mim.

Eu já fazia um trabalho há bastante tempo nas redes sociais, na rua, mostrando, principalmente, a hipocrisia da esquerda. Tratando sobre feminismo, aborto, o ativismo LGBT, ideologia de gênero… Então, foi mais uma missão minha mesmo. Óbvio, orei bastante para isso e [para] atender um chamado da população para que tivesse um representante que, de fato, os representassem. E não somente votar em alguém, simplesmente, por votar.

Eu já fazia um trabalho há bastante tempo nas redes sociais, na rua, mostrando a hipocrisia da esquerda

Sua conta pessoal no Instagram já tem um número de seguidores 10 vezes maior do que a quantidade de votos que o elegeu. Como pretende utilizar estes desdobramentos?
Por eu ter um alcance nacional, eu faço uma divisão, um equilíbrio das postagens. Hoje mesmo, eu postei a respeito de uma pauta geral, que era, no caso, da Globo. Postei sobre Belo Horizonte, sobre as questões que estão relativamente abertas, pedindo uma abertura plena do comércio.

Então, vou alternando os posts, fazendo com que eu fale sobre assuntos de interesse nacional e que eu fale também sobre questões, obviamente, aqui de Belo Horizonte. Afinal, eu sou vereador daqui. Eu tenho um equilíbrio.

Nos Estados Unidos, o direito ao porte de arma foi conquistado ao mesmo tempo em que o país alcançava sua independência. Já no Brasil, o porte e a posse de armas não foram facilitados ao cidadão comum. Qual a sua opinião a respeito da nossa atual legislação sobre o tema?
Eu vejo que a arma é um direito fundamental. Não para poder fazer vingança ou para se tornar como a instituição Polícia Militar e sair atrás de criminosos. Mas é, de fato, uma defesa que você tem. Primeiramente pessoal: para você defender a sua vida, já que possuem pessoas que querem tirá-la a custo de roubar um celular, ou defender a sua própria família, aqueles que você ama.

E o principal, inclusive, é que a justificativa da segunda emenda nos EUA, é você conseguir se defender, caso o Estado se torne tirânico. Então, vejo que o porte de arma precisa, primeiro, ser trabalhado no âmbito da cultura, para que as pessoas entendam que não é algo ruim, mas realmente bom para o cidadão bom e que a gente vai demorar um certo tempo para poder alcançar isso, mas que é [uma pauta] de urgência.

Eles conseguiram fazer com que as universidades virassem uma fábrica de ativistas

A gente realmente precisa ter o nosso direito com urgência. [Também] vejo que a pauta das armas deve caminhar junto, em harmonia, com penas mais rígidas, onde a pessoa [que] use a arma de forma irresponsável também seja penalizada fortemente por isso.

As pesquisas têm apontado uma possível vitória de Bolsonaro em 2022. A que o senhor atribui esta reação do brasileiro após tantos anos de governos de esquerda?
As pessoas estavam cansadas das mentiras da esquerda. Vimos o maior esquema de corrupção do mundo, que foi o Mensalão. Quem dera se ela [esquerda] tivesse só roubado financeiramente, né? Ela, de fato, roubou o limite, roubou o respeito, roubou a moral das pessoas. Ela realmente destruiu uma geração inteira.

Eles conseguiram fazer com que as universidades virassem uma fábrica de ativistas. Infelizmente, a nossa universidade, hoje, se tornou mesmo um puxadinho dos interesses políticos da esquerda assim como toda a mídia, assim como a produção literária.

A falsa direita, que no caso foi esse PSDB aí, que fingia ser uma oposição

Eu vejo que as pessoas queriam algo novo. Queriam um político que, realmente, as pessoas se sentissem representadas e falasse a verdade acima de tudo. As pessoas estavam cansadas não somente da esquerda, mas também de outros políticos, como, por exemplo, da falsa direita, que no caso foi esse PSDB aí, que fingia ser uma oposição, mas, na verdade, era tudo uma estratégia das tesouras e as pessoas queriam, acima de tudo, ouvir a verdade. Infelizmente, a gente vê que a mentira reina.

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