Teus olhos

Ah, os teus olhos; que saudade tenho de olhá-los

Yvelise de Oliveira - 25/09/2018 09h33

Ah, teus olhos, meu filho, que nunca mais vou voltar a ver.

Que saudade tenho de abraçar-te; de dizer meu filho…

– Meu filho, quer tomar café?

– Meu filho, quer almoçar?

– Meu filho, o que você quer?

Ah, os teus olhos; que saudade tenho de olhá-los.

Eu que te criei. Eu que te embalei, alimentei.

Meu, meu, só meu filho. Só meu; nem teu ele é, Dona Morte.

Ele é meu até o fim!

Dor aguda, teus olhos são meus olhos e se fecharam com os teus.

Meu coração está aberto para ver-te mais uma vez e, então, só então, morrer de vez.

Yvelise de Oliveira é Presidente do Grupo MK de Comunicação; ela costuma escrever crônicas sobre as suas experiências e percepções a cerca da vida. Há alguns anos lançou o livro Janelas da Memória, um compilado de seu material. Atualmente está em processo de finalização de uma nova obra, Suspiros da Alma.

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