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Lagoa: cauda do céu

O que é belo é sempre diferente, estarrece, sombras e luz

Yvelise de Oliveira - 21/11/2017 09h28

Do alto do apartamento do meu filho a vastidão das montanhas vai se encaixando com perfeição no anoitecer azul. A lagoa é a cauda do céu… Como uma noiva ela se oferece a meus olhos. Linda!

Tenho vontade de mergulhar em suas águas salpicadas de estrelas e luz. É uma joia colorida no escuro da noite. O brilho da cidade à sua volta é dourado, azul, vermelho, verde. Daqui de cima, tudo é tão lindo, tão irreal.

Os carros em marcha lenta no elevado parecem centopeias gigantes com seus faróis vermelhos entrando no escuro buraco do túnel. É preciso não ouvir as buzinas e o barulho que o trânsito pesado traz até mim.

Quero apenas ver o belo abaixo de mim. A lagoa em sua metamorfose noturna e agora um manto de veludo bordado com pedrarias, cintilante de cores indescritíveis.

A beleza do momento me comove, que cidade linda! De verdade, a lagoa é um poema recitado sem palavras ao meu coração apaixonado.

O tempo passa, eu nem sinto, vivo todo dia como se fosse a primeira vez.

O que é belo é sempre diferente, estarrece, sombras e luz. A noite é total, a lua agora faz seu caminho prateado nas águas. A lagoa muda de cor como se soubesse que a lua a torna ainda mais bela.

Uma estrada de luz em meio às águas.

A lua sobe mais e toda a lagoa é de prata no leve ondular da brisa que sopra.

 

Yvelise de Oliveira é Presidente do Grupo MK de Comunicação; ela costuma escrever crônicas sobre as suas experiências e percepções a cerca da vida. Há alguns anos lançou o livro Janelas da Memória, um compilado de seu material. Atualmente está em processo de finalização de uma nova obra, Suspiros da Alma.
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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