Felinos: a FIV, a PIF e a FELV. Informações gerais

Saiba mais sobre essas doenças para cuidar melhor do seu gatinho

Vinícius Cordeiro - 30/11/2017 10h11

Pensando na saúde e no bem-estar do seu felino, trouxemos para você informações importantes sobre algumas doenças específicas dos gatos, consideradas as mais perigosas por ainda não terem tratamento. Conheça melhor a FIV, FELV e PIF e aprenda a preveni-las ou detectá-las o mais cedo possível.

FIV (Imunodeficiência Felina)
A chamada Aids felina, é transmitida por meio do contato com a saliva ou o sangue de outro gato contaminado. Não há indícios de que a relação sexual seja um meio de propagação e ela não contamina seres humanos. A Aids Felina é encontrada principalmente em machos, por se envolverem com maior frequência em brigas e acabarem saindo machucados.

Para evitá-la, é preciso tomar cuidado com os comedouros, bebedouros e caixas de areia, pela exposição à doença quando entra em contato com secreções e excrementos de outros gatos. Infelizmente, não há vacinas para preveni-la, mas o gato portador de FIV pode ter seu sistema imunológico fortalecido por muitos anos. O efeito do vírus aparece depois de um longo tempo, e quando os sintomas se manifestarem, podem ser tratados com os devidos medicamentos. A expectativa de vida pode ser como de um gato saudável, podendo atingir seus 15 anos ou mais. Febre, gripe, diarreia e feridas na boca são alguns dos vários sintomas que podem surgir.

A doença é comprovada por meio de exames em laboratório.

PIF (Periotonite Infecciosa Felina)
Essa é uma doença causada por um vírus. Sua incidência é maior em filhotes de 3 meses a 2 anos de idade e em gatos mais velhos, que têm o sistema imunológico enfraquecido. A transmissão do vírus pode ocorrer na gestação ou pela amamentação, pois o vírus é passado pela mãe. Gatos de raça pura, como os Bengals e os Persas, são mais predispostos a desenvolver a PIF. Gatos contaminados que passaram por algum tipo de estresse podem ter as defesas do seu organismo diminuídas, facilitando a contaminação. O controle da doença é difícil, principalmente se o local tiver muitos animais. Para preveni-la, reduza ou elimine ao máximo o estresse dos felinos, o que pode ser feito também por meio da separação de objetos pessoais, como as vasilhas de água e comida.

As caixas sanitárias merecem atenção redobrada, pois a contaminação pelo vírus da PIF se dá a partir do contato de um gato saudável com as fezes do portador. Não há vacina no Brasil que possa ser usada contra a PIF. Quando um gato é diagnosticado com a doença, sua expectativa de vida pode variar de alguns dias até poucos meses. A doença pode aparecer de várias formas, não existido sintomas específicos, mas alguns deles podem ser lesões oculares e neurológicas.

Pode ser identificada por um exame laboratorial.

FELV (Leucemia Felina)
Desde já esclarecemos que essa doença também afeta o sistema imunológico do gato, deixando-o fraco e possibilitando o desenvolvimento de comorbidades que podem levar à morte. A FELV é responsável por 30% dos óbitos de felinos com algum tipo de câncer. Após o diagnóstico, a maioria dos gatos morre em até três anos. Ela é transmitida pelo contato com outros gatos em diferentes situações. Por exemplo, no momento do parto, da amamentação e por meio de secreções como saliva, lágrimas, fezes e urina. Aqui vai uma boa notícia: gatos com FELV podem conviver com gatos saudáveis, basta estarem vacinados com a quíntupla, mais eficiente para prevenção. Os sintomas são diversos, como alterações comportamentais, problemas na gengiva, febre e anemia.

Mas o diagnóstico é feito somente por meio de exames laboratoriais.

Agora você já conhece as diferenças entre FIV, FELV e PIF e sabe como evitá-las, garantindo a saúde do seu gatinho. Caso ele apresente algum sintoma, leve-o ao veterinário imediatamente.

 

Vinicius Cordeiro é advogado, ex-Secretário de Proteção Animal do Rio de Janeiro.
Bruna Franco é ativista, dirigente da ONG ADDAMA e produtora executiva da ONG Celebridade Pet.