Aprenda sobre a Leishmaniose canina

A transmissão da Leishmaniose ocorre quando o cão é picado pelo mosquito e não pelo contato com outros cães doentes

Vinícius Cordeiro - 11/05/2018 09h37

A leishmaniose é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Existem dois tipos de leishmaniose, a saber: a leishmaniose cutânea e a leishmaniose visceral. A primeira caracteriza-se por feridas na pele; já a leishmaniose visceral é sistêmica e ataca órgãos internos, principalmente o fígado, o baço, rins e a medula óssea. Essa doença afeta, principalmente, os cães, além de animais silvestres, gambá ou saruê, e urbanos como gatos, ratos e os seres humanos, ou seja, a Leishmaniose é uma zoonose.

Nos cães de estimação, a doença é conhecida como Leishmaniose Visceral Canina (LVC). Não existe uma raça que possua maior risco de sofrer essa doença, uma vez que qualquer cachorro está
exposto à picada deste mosquito.

A transmissão da Leishmaniose Visceral Canina ocorre quando o animal é picado por insetos hematófagos (conhecidos como mosquito-palha ou birigui e demais denominações) infectados e encontra-se no ambiente nos meses de calor. A doença não é transmitida de um animal infectado a outro sadio, é o inseto que transmite a doença.

Os sintomas da leishmaniose em cães podem incluir emagrecimento, perda de pelos, fraqueza, feridas, gânglios inchados, crescimento exagerado das unhas, anemia, dentre outros. Nos órgãos internos, podem ocorrer danos no fígado, baço e rins.

O diagnóstico preciso da doença só pode ser feito por um médico veterinário, que realizará exames de sangue e exames citológicos, feito a partir de pequenas amostras de tecidos.

O tratamento inclui sessões de quimioterapia, feita por meio de medicação intravenosa aplicada através de soro, e medicação oral. Exige o comprometimento do proprietário em seguir as orientações veterinárias à risca, com realização de check-up periódico e manutenção de alimentação específica com baixo teor de proteína.

No nosso país existe uma vacina contra a Leishmaniose Visceral Canina. Além da vacinação, outras medidas de controle devem ser tomadas, como combate ao inseto vetor da doença, inseticida no ambiente e a utilização de produtos repelentes no animal.

A Leishmaniose tem cura! Diga não à eutanásia!

Vinicius Cordeiro é advogado, ex-Secretário de Proteção Animal do Rio de Janeiro.
Bruna Franco é ativista, dirigente da ONG ADDAMA e produtora executiva da ONG Celebridade Pet.