O futuro do esporte

Estamos na metade do ciclo olímpico para Tóquio 2020. O que esperar com as mudanças que virão após a eleição?

Sergio du Bocage - 24/10/2018 12h33

E lá vamos nós para o segundo turno das eleições. Sem entrar no mérito de quem vai ganhar, a questão é: O que será destinado ao esporte pelo próximo presidente?

Infelizmente, como sempre acontece, o esporte, à exceção do futebol, se fortalece no término de um ciclo olímpico, às vésperas de uma nova edição dos Jogos Olímpicos. Ou seja, a cada quatro anos, em apenas um o apoio é efetivamente forte. No nosso caso, a diferença de investimento para os Jogos de Tóquio promete ser ainda maior, já que houve um aporte grande de recursos no último ciclo em razão de o Rio de Janeiro ter sediado o evento.

Poster oficial Olimpíadas Tóquio 2020 Foto: Reprodução

A estimativa é de que as modalidades olímpicas que ganharam medalhas na Rio 2016 tenham menos R$ 300 milhões para preparar seus atletas para a Tóquio 2020, com relação ao ciclo de preparação anterior. Não são poucas as notícias de que confederações, atravessam crises financeiras pela ausência de patrocínios e, não há como negar, pelas denúncias que surgiram contra vários dirigentes esportivos nos últimos meses.

A economia, em geral, faz o país atravessar um momento de crise, que logicamente atinge o esporte. O Bolsa Atleta, por exemplo, agora em 2018, sofreu um corte de 87% com relação ao investimento feito em 2017.

O esporte não pode ser relegado a segundo plano. É uma ferramenta de educação, de integração social, de saúde, de trabalho e renda, de turismo, de lazer. O esporte transforma, socializa, emprega, rende, cura.

Em levantamentos feitos nos planos de governos apresentados pelos candidatos à Presidência da República, menos da metade colocou o esporte com o devido destaque. O que não significa que será relegado a segundo plano. Ao menos essa é a minha expectativa. É importante que o futebol não seja visto como a única modalidade a ser valorizada – talvez seja das que menos precisa da participação política para avançar.

O Brasil precisa aprender a investir no esporte. Não custa nada renovar as esperanças e confiar.

Sergio du Bocage é carioca e jornalista esportivo desde 1982. Trabalhou no Jornal dos Sports, na TV Manchete e na Rádio Globo. É gerente de programas esportivos da TV Brasil e apresenta o programa “No Mundo da Bola”.

 

 

 


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