A nova Libertadores

Entre outras novidades, a partir de agora teremos jogos transmitidos exclusivamente pelo Facebook

Sergio du Bocage - 24/01/2019 17h54


A Copa Libertadores promete ser diferente, a partir deste ano. Ao menos foi o que anunciaram os diretores Fred Nantes, de Competições, e Juan Emílio Roa, Comercial, ambos da Conmebol, numa coletiva de imprensa. Entre outras novidades, a partir de agora teremos jogos transmitidos exclusivamente pelo Facebook, todas as quintas-feiras, com os clubes brasileiros sendo autorizados a replicar em suas próprias páginas. O cálculo é de que, com relação ao ano passado, seis vezes mais pessoas verão as partidas da principal competição continental.

A Conmebol foi sacudida por uma série de denúncias de corrupção e era hora de mudar. Em termos de premiação, ela fica bem longe das principais competições europeias e o abismo entre os valores precisa mudar. Em 2017, o campeão da Copa Libertadores embolsou 3 milhões de dólares. Agora, em 2019, o prêmio será de 12 milhões, quase igual ao que paga a Copa do Brasil. Cerca de R$ 50 milhões, e tudo isso porque a entidade resolveu ficar o mais profissional possível.

Agora, a Conmebol é quem responde pela produção da transmissão dos jogos pela TV. Caberá a ela fazer tudo – a parte operacional dentro dos campos, a geração do sinal para o satélite, a recepção, a pós-produção (inserção de placar, informação de cartões, escalações etc) e a distribuição. O que isso significa? Uma padronização da imagem, de forma que o telespectador logo identifique que, no ar, está um jogo da Libertadores – e o mesmo vai se aplicar à Copa Sul-Americana.

Esse controle de qualidade implicou em outra melhoria – a da iluminação nos estádios. A Conmebol vistoriou 91 estádios, de agosto a novembro do ano passado, e indicou todos os problemas. A iluminação é prioridade para a qualidade da transmissão. O clube que não corrigir seus problemas, terá parte da cota da TV retida, até que tudo seja corrigido. Está no regulamento.

O mesmo se aplica à segurança. Agora são 24 oficiais de segurança, ao contrário dos quatro que atuavam até o ano passado. Faixas e bandeiras estão autorizadas, desde que em espaços onde não atrapalhem a visão desses oficiais. E os clubes estão cientes disso, são responsáveis por qualquer coisa que fuja ao Regulamento de Segurança da Conmebol.

Agora é aguardar a bola rolar para os brasileiros, a partir de fevereiro, com Atlético-MG e São Paulo na segunda fase, antes dos grupos. Em março entram em campo Internacional (Grupo A), Cruzeiro (B), Flamengo (D), Palmeiras (F), Athletico-PR (G) e Grêmio (H).

Sergio du Bocage é carioca e jornalista esportivo desde 1982. Trabalhou no Jornal dos Sports, na TV Manchete e na Rádio Globo. É gerente de programas esportivos da TV Brasil e apresenta o programa “No Mundo da Bola”.

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