Por que mulheres capitalistas incomodam tanto a esquerda?
Militantes progressistas dizem que querem liberdade para as mulheres, mas não toleram quem pensa diferente
Sara Ganime - 25/07/2025 11h52

Há algo que a esquerda não consegue engolir: mulheres que crescem sem pedir permissão. Que não dependem de cotas, que não fazem da vitimização seu ofício, que não chamam o Estado de “pai” nem precisam que ele as salve de si mesmas. Mulheres que empreendem, lideram, constroem e não se curvam diante de militâncias oportunistas. Em outras palavras: mulheres capitalistas.
A esquerda gosta da mulher submissa. Não a um homem, mas ao Estado. E aí está a ironia. Enquanto gritam por “empoderamento”, exigem mais governo, mais tutela, mais controle. E nesse pacote, claro, menos liberdade. Porque o Estado que dá tudo, também toma tudo. Inclusive sua autonomia, sua coragem e, principalmente, sua responsabilidade.
As militantes progressistas vivem dizendo que querem liberdade para as mulheres, mas não toleram quem pensa diferente. Se você é mulher e ousa sair da cartilha defendendo livre mercado, escola sem doutrinação e meritocracia, você automaticamente se torna uma traidora do gênero.
E no fim, quem sofre são as mulheres de verdade. Nos países mais opressores do mundo para mulheres, como Irã, Arábia Saudita e Afeganistão, o silêncio da militância é ensurdecedor. Lá, mulheres são presas por mostrar o cabelo. Aqui, dizem que o maior problema da mulher é a falta de linguagem neutra.
Enquanto isso, empresárias como Gina Rinehart, na Austrália, e Kiran Mazumdar-Shaw, na Índia, provam que o verdadeiro empoderamento nasce da liberdade e da responsabilidade. Nenhuma delas precisou de cotas ou aprovação estatal. Elas enfrentaram resistência, sim, mas venceram pela competência, não pelo grito.
Como disse Ayn Rand, autora de A Revolta de Atlas:
A pergunta não é quem vai me deixar. A pergunta é: quem vai me impedir?
Essas mulheres inspiram, porque mostram o que a esquerda mais teme: que é possível vencer sendo livre. Hoje, uma nova geração começa a perceber isso. Eu mesma faço parte do LOLA – Ladies of Liberty Alliance, uma rede internacional de mulheres que acreditam no livre mercado, na autonomia e na coragem de pensar por si. Talvez seja justamente por isso que incomodamos tanto.
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Sara Ganime é jornalista e defensora da liberdade de imprensa e de expressão. É líder do LOLA Rio de Janeiro e fellow do María Oropeza Activism Fellowship. Com passagens pela cobertura política no Congresso Nacional, acompanha de perto os movimentos liberais na América Latina. |
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