Sobre a música Auê
A letra da canção não é clara e está vestida de ambiguidade
Renato Vargens - 02/02/2026 19h33

Primeiramente, preciso afirmar que não possuo nenhum problema com ritmos e estilos musicais. Penso que uma boa música não está relacionada a um estilo musical somente.
Em segundo lugar, entendo também que o chamado “worship” não é o único e exclusivo modo de se adorar a Deus, podendo haver variações de ritmo e estilo.
Isto posto, permita-me falar sobre a música Auê:
1. A letra da canção não é clara e está vestida de ambiguidade, promovendo em quem ouve dúvidas quanto ao seu conteúdo.
2. Ainda que os autores da música afirmem que o uso dos nomes Maria e José representam os pobres e excluídos, entendo que o uso desses nomes pode produzir em quem ouve a canção, a identificação com nomes religiosos atrelados à umbanda e ao candomblé.
Ademais, expressões como a “saia balançou” podem também promover no inconsciente coletivo, a ideia de sincretismo religioso. Assim, ao associar a canção a expressões como “ciranda” e outros, termos comuns a práticas religiosas distintas ao cristianismo, a canção contribui com uma significativa confusão aos ouvidos de quem ouve.
Por fim, ainda que a proposta autoral seja falar do “grande banquete”, de Lucas 14, observa-se na canção a inexistência dos atributos de Deus, da obra de Cristo ou mesmo do Evangelho da salvação eterna; o que por si só é um problema.
Concluo dizendo que canções do tipo, cujo desejo é contextualizar a mensagem, precisam ser observadas de modo cuidadoso, visto que podem promover mais confusão do que a glória de Deus.
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Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR. |



















