Relato do que vi na Venezuela de Maduro

Diante do que vi e ouvi assusta-me o fato de que a esquerda brasileira apoie integralmente Nicolás Maduro e seu socialismo bolivariano

Renato Vargens - 27/08/2018 10h33

Leitores do Pleno.News, não faz muito tempo, eu estive em Santa Elena de Uairén, Venezuela. Essa cidade é capital de Gran Sabana, e fica próxima à fronteira com o Brasil. Nos dias que passei por lá, pude testemunhar com os meus olhos que a situação econômica da terra de Maduro é a pior possível. Vejamos:

MOEDA, PODERE DE COMPRA E INFLAÇÃO
Um real vale muito mais que o bolívar (agora a moeda sofreu ainda mais com o corte de zeros e a implantação do bolívar soberano). A moeda venezuelana não vale praticamente nada. Nas principais vias de Santa Elena era possível encontrar dezenas de cambistas desesperados para “vender” seu dinheiro. Além disso, os produtos, devido à inflação, (a inflação na Venezuela é a mais alta da América Latina) constantemente sofrem aumentos levando portanto o cidadão venezuelano a um estado de pobreza extrema e miséria.

SUPERMERCADOS
Em Santa Elena visitei seis supermercados e em todos eles faltavam alimentos. Em todos os mercados que fui não encontrei para venda carne, ovos, leite, manteiga, como também nenhum laticínio. Em alguns deles as prateleiras estavam vazias de grãos como arroz, feijão e etc.

COMÉRCIO
Ao andar pelas ruas de Santa Elena e observar seu comércio pude constatar a falência do país. Todas as lojas, absolutamente todas elas, encontravam-se vazias sem compradores.

RACIONAMENTO DE ALIMENTOS
Entrei numa padaria e vi um cartaz fixado numa coluna que dizia que devido à falta de farinha de trigo eles só podiam vender dois pães por pessoa.

PAPEL HIGIÊNICO
Em nenhum lugar da cidade foi possível encontrar papel higiênico para venda. Segundo testemunhas, fazem alguns meses que o venezuelano não sabe o que é ter esse produto de higiene em suas
casas.

Pobreza, miséria e desesperança na Venezuela Foto: EFE/Miguel Gutiérrez

HUGO CHÁVEZ
Apesar de morto, o ditador venezuelano continua presente nas ruas. Por onde se anda é possível ver fotos de Chávez, pichações em muro com seu nome, cartazes e muito mais. A impressão que se tem é que o “fantasma” do ex-presidente bolivariano caminha pelas ruas oprimindo o país.

POLÍTICA
Conversei com um venezuelano que resumiu o momento nevrálgico de seu país, com a seguinte afirmação: “Os políticos destruíram a Venezuela.”

DITADURA
Nicolás Maduro, o atual presidente venezuelano, ordenou a todos que possuem casas com inquilinos há mais de 20 anos que vendessem suas propriedades para estes.

ENERGIA ELÉTRICA
Conversei com um brasileiro que me disse que a empresa de eletricidade de Roraima teve que acudir a companhia de energia venezuelana por esta ter entrado em colapso.

POBREZA, FOME E MISÉRIA
Sem dinheiro para comprar alimentos, sem mantimentos nos mercados, com racionamento de comida, não é difícil constatar que a população de Santa Elena encontra-se em estado de pobreza, fome e miséria.

SAÚDE
Quanto a saúde não tive tempo de averiguar a real situação do povo venezuelano, contudo, o jornal Estado de São Paulo publicou uma matéria denunciando a saúde em colapso.

CONCLUSÃO
Verdadeiramente, a Venezuela encontra-se debaixo de uma grave crise proporcionada por um governo despótico, ditatorial e comunista.

Diante do que vi e ouvi assusta-me o fato de que a esquerda brasileira apoie integralmente Nicolás Maduro e seu socialismo bolivariano. O silêncio dos esquerdistas, que se dizem paladinos dos direitos humanos, diante do sofrimento do povo venezuelano, nos mostra o nível de comprometimento da esquerda com essa maldita política Chavista.

Isto posto, resta-nos orar tanto pela Venezuela como pelo Brasil. Pela Venezuela para que o Senhor nosso Deus os livre de dias piores, e pelo Brasil para que isso aqui jamais vire uma Venezuela.

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 24 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É também colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes.
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