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React à fala do cantor Kleber Lucas

Artista defende o controle das mídias sociais por parte do Estado

Renato Vargens - 26/08/2026 12h03

Kleber Lucas Foto: Instagram @kleberlucas

O cantor Kleber Lucas publicou um vídeo no qual relatou o ódio de algumas pessoas em virtude de sua posição política. Kleber está certo, mesmo porque, sua percepção ideológica não deveria despertar nas pessoas um ódio declarado àquilo que ele defende e crê. Contudo, apesar de concordar que ninguém deve ser desrespeitado por sua posição política, discordo de sua fala em que defende a censura e o controle das mídias sociais por parte do Estado.

Veja bem, a fala do cantor é equivocada e deve ser rejeitada pela população brasileira devido aos seguintes fatores:

1. A concentração de poder por parte do Estado é extremamente perigosa
Na verdade, quando o Estado assume o papel de controlador e censor, isso resulta em opressão; seja para proteger o governante ao silenciar os que pensam diferente dele, ou mesmo moldar a opinião pública a favor de determinada ideologia.

2. O Estado não é neutro nem onisciente
Qualquer órgão regulador estatal; por mais “independente” que afirme ser; é composto por pessoas com interesses, pressões políticas e vieses ideológicos.

3. A história nos mostra que quando o Estado controla o que se diz ou pensa, uma ditadura é instalada
Veja, por exemplo, o que aconteceu na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). O Estado controlava a imprensa, rádio, cinema e literatura. A verdade oficial era a única permitida. Quem discordava era acusado de ser rebelde ou inimigo do bem ou “disseminador de informações falsas”.

O resultado dessa prática hedionda: décadas de censura, perseguição, e uma população manipulada e oprimida.

Assim, à luz desses pressupostos, afirmo que Kleber Lucas está errado em defender uma intervenção estatal naquilo que as pessoas pensam ou falam; visto que a liberdade, especialmente a liberdade de pensar, falar e publicar; pois, não é um detalhe secundário. Ela é uma das condições fundamentais para que uma sociedade continue viva, seja capaz de se corrigir e não seja engolida pelo autoritarismo estatal.

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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