Razões porque feministas erram em defender o islamismo

O Islã possui uma visão completamente antagônica àquilo que elas aparentemente defendem

Renato Vargens - 30/11/2018 10h11

Ultimamente tenho visto nas redes sociais feministas defendendo o islamismo. Ora, isso no mínimo é uma grande incongruência visto que o Islã possui uma visão completamente antagônica àquilo que elas aparentemente defendem.

Bom, antes de tratar sobre o assunto que intitula o post, vale a pena lembrá-lo que os pressupostos doutrinários do islamismo estão fundamentado na sharia, que é uma espécie de sistema legal estabelecido por volta do século VII.

A sharia se constitui num detalhado código de conduta que inclui regras sobre as práticas religiosas, bem como critérios sobre a moral, além daquilo que é permitido e proibido, como também as normas que separam o bem e o mal.

Em outras palavras, a sharia codifica detalhadamente a conduta pessoal dos muçulmanos e rege todos os aspectos de suas vidas.

Isto posto, surge a pergunta: Como o islamismo enxerga a mulher?

Veja abaixo o que o Dr. Salim Almahdy escreveu sobre isso:

A Superioridade do Homem Sobre a Mulher
Sura 4:34 (um capítulo do Alcorão) declara: “Os homens têm autoridade sobre as mulheres porque Alá fez um superior à outra”. Na página 36 deste livro, A Mulher e o Islamismo, Ahmed Zaki Tuffaha escreveu: “Deus estabeleceu a superioridade do homem sobre a mulher pelo verso acima (Sura 4:34), o que não permite a igualdade entre o homem e a mulher. Porque aqui o homem está sobre a mulher devido à sua superioridade intelectual…”

No Islamismo, não somente a mulher é considerada um brinquedo e inferior ao homem, mas as mulheres são consideradas como tendo muitas deficiências.

1. A mulher é deficiente em inteligência e em religião
No livro de Sahih Al Bukhari, que os muçulmanos consideram o livro mais autêntico depois do Alcorão, lemos: “Certa vez, o Apóstolo de Alá disse a um grupo de mulheres: “Não conheço ninguém mais deficiente em inteligência e religião do que vocês. Um homem prudente, sensível pode ser desencaminhado por qualquer uma de vocês”
As mulheres perguntaram: “Ó Apóstolo de Alá, qual a deficiência da nossa inteligência e da nossa religião?”
Ele disse: “Não é a evidência de duas mulheres igual ao testemunho de um homem?”
Elas responderam que sim.
Ele disse: “Essa é a deficiência da sua inteligência”… “Não é verdade que as mulheres não podem orar nem jejuar durante a menstruação?”
As mulheres responderam que sim.
Ele disse: “Essa é a deficiência da sua religião”.
Este Hadith é inteiramente aceito, o que lhe dá um alto grau de autenticidade no islamismo. Por isso ele é aceito e usado por eminentes estudiosos como Ghazali, Ibn Al Arabi, Razi e muitos outros.

2. A mulher é deficiente em gratidão
Em Sahih Al Bukhari (parte 1, Hadith nº 28), lemos: “As mulheres são mal agradecidas aos seus maridos pelos favores e o bem [atos de caridade feitos a elas]. Se você sempre tiver sido bom [benevolente] a alguma delas e então ela vir alguma coisa em você [que não seja do agrado dela], ela vai dizer: “Nunca recebi nenhum bem de você”.

3. As mulheres são semelhantes a uma costela curvada
Em Sahih Al Bukhari (parte 7, Hadith n° 113) está afirmado: “A mulher é como uma costela; se você tentar endireitá-la, ela se quebra. Portanto, se você quer tirar proveito dela, faça-o mesmo sendo ela defeituosa”. Todos concordam com este Hadith.

Caro leitor, penso que depois de ter lido o que o Dr. Salim Almahdy escreveu sobre a forma como o islã enxerga a mulher, esteja se perguntando:

“Como uma feminista pode defender este tipo de pensamento sobre a mulher?”

Ora, a resposta é simples e pode ser dividida em cinco partes:

1. O movimento feminista encontra-se absorto em ódio o que o impede de enxergar a realidade do islamismo e sua visão sobre a mulher.

2. O movimento feminista odeia o cristianismo, seus valores, conceitos e doutrinas e de toda forma possível tenta opor-se aos ensinos defendidos pelas Escrituras.

3. O movimento feminista é fruto do marxismo cultural que ao longo dos anos tem desconstruído o conceito bíblico de masculinidade e feminilidade, tanto na família como na sociedade.

4. O movimento feminista odeia Deus e sua Palavra, bem como os ensinos das Escrituras quanto ao papel do homem e da mulher. Preferindo portanto, a desconstrução de ideias e valores cristãos a obedecer os princípios complementaristas ensinado pela inerrante Palavra de Deus.

5. O movimento feminista rejeita Deus e sua Palavra como autoridade final de vida. Aliás, o feminismo é um grave erro, que mais tem trazido malefícios a sociedade que benefícios.

Pense nisso!

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 24 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É também colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes.

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