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Quarentena e lockdown não matam o covid-19

60 dias se passaram e os estados e prefeituras encontram-se num mar de corrupção

Renato Vargens - 15/05/2020 10h11

Carga de respiradores ficou retida nos EUA Foto: Divulgação

Antes de tudo, vale a pena ressaltar que fui a favor da quarentena. A igreja que pastoreio, por exemplo, foi uma das primeiras a cancelar o culto público, incentivando as pessoas a permanecerem em casa. Na verdade, eu sempre entendi que isso era necessário, visto que o Estado precisava se preparar para os inevitáveis casos de coronavírus, além é claro, de oferecer aos médicos, sanitaristas e cientistas a possibilidade de trabalharem com mais tranquilidade na elaboração de um medicamento ou vacina que pudesse imunizar a população.

Contudo, mais de 60 dias se passaram e os estados e prefeituras de toda federação encontram-se absortos num mar de incompetência e corrupção. Lamentavelmente, para nossa vergonha, estão pipocando em vários cantos do Brasil, casos de corrupção, onde o superfaturamento de equipamento e sumos hospitalares se fazem presentes.

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Diante deste descalabro a resposta de muitos dos governadores e prefeitos não tem sido outra a não a ser oprimir o povo impondo decretos arbitrários, exigindo que as pessoas fiquem em casa, punindo o cidadão de bem, impondo o medo, justificando assim a incompetência estatal de conduzir a crise.

Ora, ficar em casa não matará o vírus. A população cedo ou tarde terá que voltar a sua rotina. O problema é que tanto governadores como prefeitos, salvo exceções, é claro, já deveriam ter feito o dever de casa criando hospitais de campanha, aparelhando postos de saúde, ajudando o pobre a sobreviver ante a fome, equipando nosocômios com respiradores e muito mais. Todavia, o que se vê são escândalos, desvio de verba pública, incompetência e má gestão.

Quanto aos corruptos e canalhas que até em tempo de pandemia continuam roubando e extorquindo o erário, o rigor da lei.

Tempos tenebrosos os nossos!

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 24 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É também colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes.
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