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Os evangélicos e a sexta-feira 13

Lamentavelmente os evangélicos são tão superticiosos quanto aos não cristãos

Renato Vargens - 13/11/2020 09h20

Sexta-feira 13 Foto: Pixabay

O brasileiro é extremamente supersticioso. Tem medo de passar debaixo de escadas, evita encruzilhadas, se benze diante despachos de macumba, tem pavor de gato preto, não deixa o sapato virado pois atrai a morte e odeia a sexta-feira 13.

Lamentavelmente, os evangélicos são tão supersticiosos quanto os não cristãos, isto porque, influenciados por uma fé mística e sincrética, são tomados pela crendices populares.

O comportamento de algumas das igrejas chamadas evangélicas, cada vez mais se aproxima dos rituais espíritas. Óleo ungido para arrumar namorado, sal grosso para espantar mal olhado, terapia do amor que trás a pessoa amada em sete dias, videntes espirituais, balas consagradas para “abençoar” crianças, despacho gospel, garrafada do tempo dos apóstolos, unção com óleo de objetos inanimados, quebra das maldições hereditárias, encostos, atos proféticos e muito mais.

Pois é, do jeito que a coisa anda daqui a pouco ouviremos em nossos cultos expressões como o sangue de Jesus tem poder, pé de pato, mangalô três vezes, ou “sai capeta em nome de misifio”.

Ora, vamos combinar uma coisa? Infelizmente algumas das liturgias evangélicas estão tão miscigenadas que um desavisado qualquer ao entrar em um de seus cultos pode pensar que entrou no lugar de reunião de outra religião. Ouso afirmar que o sistema comportamental e doutrinário de parte da Igreja se deve em parte ao famigerado sincretismo religioso. O que nos leva a entender que mais do que nunca, precisamos em nosso país resgatar os valores da Reforma Protestante, retornando a Bíblia, fazendo dela a nossa única regra de fé.

Isto posto, afirmo categoricamente que em hipótese alguma experiências mágicas esquizofrênicas, como superstições inequívocas e burrificadas devem nortear o comportamento de nossas igrejas. Até porque, somos e fomos chamados pelo Senhor a vivermos um cristianismo equilibrado, racional, apaixonante e apaixonado por Aquele que por sua infinita graça e misericórdia nos salvou.

Pois é, como costumava dizer o reformador João Calvino o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 24 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É também colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes.
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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