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O caso Maurício Souza e a intolerância dos “tolerantes”

A liberdade de opinião serve somente para alguns; para outros, o que serve é o cancelamento

Renato Vargens - 30/10/2021 12h00

Maurício Souza Foto: EFE/ Miguel Gutiérrez

Um dos assuntos que mais tem movimentado as redes sociais nessa semana é o caso envolvendo o jogador de vôlei Maurício.

Ele foi demitido do Minas Tênis Clube, execrado por muitos pelo fato de ter emitido opinião sobre a nova série de quadrinhos do Super-Homem, na qual o herói é bissexual.

Devido à opinião do jogador os patrocinadores ameaçaram retirar o investimento nos times de voleibol feminino e masculino do Minas Tênis Clube, o que tornou a permanência de Maurício insustentável ali. Além disso, o jogador foi massacrado pela mídia “tolerante”.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Os defensores do politicamente correto, amantes de uma esquerda enviezada, amam falar em liberdade de expressão, democracia e tolerância. Em seus simpósios, congressos e conferências é comum encontrá-los dissertando sobre a ideia de que todos podem dizer o que pensam, afirmando a necessidade de exercer paciência e benevolência com aqueles que deles divergem. Entretanto, basta que alguém os critique ou discorde de seu progressismo para que os “tolerantes” se transformem em intolerantes.

Lamentavelmente, os defensores da tolerância reagem com intolerância aos que pensam diferente deles. Nessa perspectiva, quando contrariados, os que deveriam ser tolerantes respondem aos conservadores “intolerantes” com ironia, deboche, zombaria e cancelamento.

O que fizeram com Maurício foi linchamento. Atacaram um campeão olímpico por uma opinião somente, jogando na lata do lixo a história de um homem trabalhador.

O fato em si nos leva a entender que a liberdade de opinião serve somente para alguns; para outros, o que serve mesmo é o cancelamento.

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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