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Mães: Não criem seus filhos para serem “princesos”

Não estou querendo defender a "ogrice" nem a "brutificação" do homem

Renato Vargens - 12/08/2021 10h34

Filhos “princesos” Foto: Pixabay

O marxismo cultural, o feminismo e a desconstrução do papel do homem têm feito com que muitas mães tratem seus filhos de forma distinta e diferenciada. Ouso afirmar que não são poucas as mulheres que, no afã de protegerem seus filhos, têm paparicado eles em demasia. Desse modo, tem sido cultivada uma ambiência em que os meninos são educados sem experimentarem qualquer tipo de frustração; afinal de contas, conforme dizem algumas mães, “meu menino é um ‘princeso'”.

Ora, veja bem, antes de qualquer coisa vale a pena ressaltar que não estou querendo defender a “ogrice” nem a “brutificação” do homem. Longe disso! Muito pelo contrário. Entendo que masculinidade não está relacionada a um comportamento de má educação. Todavia, é preciso pontuar que o fato de uma mãe tratar seus filhos como bibelôs, não permitindo que eles experimentem frustrações ou paparicando-os o tempo topo, servindo-os como uma ama, não contribui efetivamente para o desenvolvimento emocional desses filhos.

Aliás, por acaso você já se deu conta de que homens mimados querem tudo na hora, do jeito deles e que, se algo não acontecer dessa forma, eles se acham preteridos e injustiçados? Já percebeu que “homens princesos” são cheios de “mimimis”, ofendem-se com facilidade e acham que a mulher deles deve repetir o comportamento de sua mãe?

Pois é! “Princesos” possuem extrema dificuldade de perceber que o mundo não gira em torno do próprio umbigo deles; não admitem, em hipótese alguma, sentir-se frustrados.

Isto posto, digo àquelas que são mães: cuidado com a forma com que você lida com seus filhos! Crie-os para serem homens responsáveis, maduros e capazes de lidar com a mulher deles com firmeza e doçura, e não como frouxos e mimados.

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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