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Jornalista da Folha diz que é preciso parar de falar o nome de Jesus

Muitos vociferam que o Estado brasileiro é laico, e que, portanto, não pode falar em Deus

Renato Vargens - 01/07/2021 11h15

Mariliz Pereira Jorge, jornalista da Folha de S. Paulo

A colunista da Folha de São Paulo Mariliz Pereira Jorge, em sua conta no Twitter, disse: “O Estado é laico. Parem de falar em Jesus”.

Pois é! Parece que a nobre jornalista não sabe muito bem o que significa a terminologia “Estado laico”. Então, visando ajudá-la a compreender a expressão (ajudar ela e outros tantos que vociferam que o Estado brasileiro é laico, e que, portanto, não pode falar em Deus), segue abaixo uma rápida diferenciação entre “Estado laico” e “laicismo”.

Post de Mariliz Pereira Jorge, jornalista da Folha de S. Paulo

Estado laico, secular ou não confessional é aquele que não adota uma religião oficial de modo que não existe envolvimento entre os assuntos de Estado e de fé. Entretanto, o fato de o Estado não ter uma religião oficial não o caracteriza como Estado antirreligioso.

Por outro lado, o laicismo caracteriza o Estado que assume uma postura de intolerância religiosa, ou seja, a religião é vista por ele de forma negativa e pejorativa. Nessa perspectiva, enquanto o Estado laico defende a livre expressão religiosa, o Estado caracterizado pelo laicismo tenta, a todo custo, calar a boca dos religiosos, não permitindo que estes emitam opiniões.

O que muitos tentam imprimir no Brasil não é o Estado laico, com o qual concordo; é instalar um Estado antirreligioso.

Por fim, concluo lembrando que, como cristãos, não podemos deixar de falar daquilo que temos visto e ouvido. E também afirmo que nada/ninguém impedirá a Igreja de continuar proclamando que Jesus é o Filho de Deus e que só existe salvação nele!

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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