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Jesus não era um revolucionário político. Uma resposta a Henrique Vieira

Vieira age tentando incutir que Cristo não passava de um ativista social que foi injustiçado

Renato Vargens - 08/05/2021 15h16

Henrique Vieira, da Igreja Batista do Caminho

Uma das maiores aberrações teológicas do nosso tempo tem sido tentar transformar a vida de Jesus e seu ministério num empreendimento político. Na verdade, teólogos liberais e de viés esquerdista têm feito isso de forma acintosa.

Um exemplo disso é Henrique Vieira, que usa de toda oportunidade que tem para tentar ligar o Senhor Jesus ao esquerdismo que o dirige. Infelizmente, para o pastor do PSOL, Jesus não passou de um revolucionário cujo objetivo era opor-se efetivamente a Jerusalém e Roma.

A última deste senhor foi afirmar que Jesus foi alvo da violência do Estado e que Ele continua sendo crucificado por uma carnificina estatal (não estou entrando no mérito da ação da polícia no Jacarezinho. Não é este o objetivo do texto).

Aliás, não é de hoje que Vieira age tentando incutir na mente de seus leitores que Cristo não passava de um ativista social que foi injustiçado e morto pelo Estado por sua preocupação com os pobres. Ora, vamos combinar um coisa? Em que lugar vemos as Escrituras afirmando que a encarnação do Filho de Deus se deu numa perspectiva social?

Ademais, Jesus não foi vítima da violência do Estado. A Palavra de Deus é clara em afirmar que Ele veio a o mundo a fim de morrer pelos eleitos de Deus, o que foi determinado na eternidade (Apocalipse 13:8). Isso sem falar que o nosso Senhor disse que ninguém poderia tirar a sua vida, visto que Ele a daria por espontânea vontade (João 10:18).

Em segundo lugar, Jesus não continua sendo crucificado. Quem afirma isso desconhece as Escrituras que nos ensinam que Cristo morreu uma só vez (Hebreus 9:08).

Sim! Cristo morreu uma só vez e o fez por pecadores, e não somente pelos pobres e oprimidos pelo Estado, como Vieira defende. Na verdade, a Palavra de Deus é clara em afirmar que gente de toda tribo, língua, povo e nação foi comprada pelo precioso sangue de Jesus (Apocalipse 5:08).

Portanto, transformar o evangelho do nosso Salvador em politica é um disparate. Fazer de Cristo um ativista social é tentar diminuir sua majestade. Compará-lo a um revolucionário politico é inserir no santo evangelho de Jesus percepções equivocadas da missão do Messias.

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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