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Homens infantilizados, um grave problema do ocidente

"Homeninos" recusam enfrentar as responsabilidades da vida

Renato Vargens - 15/10/2020 12h45

Essa geração tem sido marcada por homens infantilizados que devido a superproteção proveniente de seus pais não amadureceram. Lamentavelmente, tornou-se comum encontrarmos inúmeros homens morando na casa dos pais até os 30, 40 anos, recusando de forma veemente enfrentar as responsabilidades de edificar sua própria família.

Eu mesmo conheço vários homens que não atam, nem desatam. Isto é, ensaiam namoros, noivados, mas, nunca tomam uma posição firme quanto ao casamento, muito menos, sair de casa.

Infelizmente, os homens em questão por terem sido criados num invólucro protecionista, não desejam crescer, preferindo a meninice, desenvolvendo por conseguinte um comportamento do tipo adolescente. Assim, as mulheres que com eles se relacionam são enroladas por anos a fio.

As Escrituras nos ensinam que ao adentrar a fase adulta, o homem deve deixar pai e mãe e se unir a sua mulher (Gênesis 2:24-25). Na verdade, a Bíblia incentiva os jovens a seguirem o curso da vida, contraindo matrimônio e constituindo família para a glória de Deus.

Isto posto, penso que os pais precisam rever a forma como têm criado seus filhos. Ademais, acredito também que a igreja precisa fornecer ferramentas a fim de que as famílias eduquem homens e não eternos “homeninos”.

Quanto aos homens que me leem e que se encaixam nesse perfil, deixo pelo menos três conselhos:

1. Enfrente a vida, saia debaixo da saia de sua mãe e cumpra o propósito estabelecido por Deus.

2. Deixe para trás as coisas de menino. Pare de pensar, sentir e agir como menino.

3. Decida ser homem e viva para a glória de Deus, casando, gerando filhos e constituindo família para a glória de Deus.

Concluo esse breve texto afirmando que quando homens não crescem e amadurecem, a sociedade experimenta um colapso relacional, proporcionando com isso graves problemas estruturais, sociais e familiares.

Pense nisso!

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 26 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.
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