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Ed René Kivitz e a negação da inerrância da Palavra de Deus

Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia

Renato Vargens - 20/05/2021 12h50

Ed René Kivitz e a negação da inerrância da Palavra de Deus Foto: Pixabay

Ed René Kivitz publicou no seu Twitter a seguinte sentença: “Os fundamentalistas insistem que a Bíblia é inerrante nas legislações que contém; alguns de nós entendem que ela é inerrante quando informa que a boa nova não é que a verdade se fez Bíblia, mas que o Verbo se fez carne”.

Post de Ed René no Twitter

Pois é! Outro dia ele disse que a Bíblia precisava ser atualizada e agora, mais uma vez, Kivitz ataca uma doutrina protestante, chamando-a de fundamentalista.

Infelizmente, para os liberais, aqueles que negam a suficiência e a inerrância da Bíblia, as Escrituras não são verdadeiras em toda a sua essência.

Aliás, diferente de Kivitz, João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia. Para o reformador francês, a Bíblia sempre foi a Palavra de Deus. Calvino também afirmou que a Bíblia é o único escudo capaz de nos proteger do erro.

Digo mais: as Escrituras são, por definição, a única Palavra de Deus escrita e a única expressão verbal das verdades de Deus publicamente acessíveis, visíveis, e infalíveis no mundo.

A Bíblia possui suprema autoridade em matéria de vida e de doutrina, e somente ela é o árbitro de todas as controvérsias. Ela é a “norma normanda”, e não a “norma normata” para todas as decisões de fé e vida. Junta-se a isso o fato de que a autoridade das Escrituras é superior à da Igreja, à da tradição como também à de qualquer estrutura hierárquica religiosa.

Para o protestantismo, a Bíblia é a revelação verbal de Deus. É Deus falando aos homens. É a voz do próprio Deus.

O apóstolo Paulo, em sua segunda epístola a Timóteo, afirmou que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Timóteo 3.16 ARA).

Pedro, em sua segunda carta, explicou que os homens que escreveram as Escrituras foram “inspirados pelo Espírito Santo”, para que nenhuma parte dela fosse “produzida por vontade de homem algum” ou estivesse sujeita a “particular interpretação” do profeta (2Pedro 1.21 ARC).

Além disso, também vale a pena ressaltar a infalibilidade da Bíblia. Ela não contém erros. Ela é correta em tudo o que declara, visto que Deus não mente nem erra. Tudo aquilo que na Bíblia está escrito é a mais pura verdade. Jesus disse que “a Escritura não pode ser anulada” (João 10.35 ARC) e que “é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da Lei” (Lucas 16.17 ARC).

A Bíblia, sozinha, ensina tudo o que é necessário para nossa salvação e libertação do pecado. Ela é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Nenhum credo, concílio ou indivíduo tem o poder de constranger a consciência do crente em Jesus, contrariando aquilo que está exposto na Bíblia.

Diante dessas maravilhosas afirmativas, asseguro, sem a menor sombra de dúvida, que todo o conteúdo das Escrituras foi inspirado pelo Senhor, o que nos dá plena convicção de que não existe nenhum equívoco ao denominarmos a Bíblia de a “Palavra de Deus”.

Isto posto, concluo que não existe nenhum outro modo de se conhecer a Deus que seja superior ao estudo das Escrituras, como também não existe nenhuma outra fonte de informação sobre Deus mais precisa, acurada e compreensiva do que a Sua própria Palavra.

Afirmo também, sem a menor sombra de dúvida, que Ed René Kivitz, ao negar a inspiração divina das Escrituras, peca contra Deus e contra a Sua Palavra.

Sola Scriptura!

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 31 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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