A supremacia do Evangelho sobre a vida e a política

A Igreja de Jesus precisa ser a voz da consciência da sociedade, defendendo valores, princípios e conceitos

Renato Vargens - 26/10/2018 10h44

Em época de eleição sempre tem aqueles que dizem que como cristãos não podemos colocar Deus no meio do processo eleitoral. Na verdade, para alguns o simples fato de um cristão apoiar um candidato de direita é um acinte, um disparate.

Digo mais: se queremos viver numa democracia, precisamos ter o entendimento que a alternância de poder, bem como a representação de candidatos de direita num estado democrático de direito é importante à saúde da nação.

O ex-primeiro ministro holandês Abraham Kuyper costumava dizer que não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: “É meu!”.

Kuyper também dizia que um dos papéis da Igreja de Cristo é ser a voz da consciência da sociedade. Nosso Senhor, no famoso sermão da montanha, afirmou que os seus discípulos deveriam ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13,14).

Ora, se tudo pertence ao Senhor, e se um dos nossos papéis é dar sabor à sociedade em que vivemos, bem como iluminar seus passos diante das trevas, torna-se mister que a Igreja se posicione sim diante do caos instalado na sociedade brasileira.

Cristo e seu Evangelho tem que influenciar todas as áreas sim!

O Evangelho precisa influenciar a arte, a ciência, a música, as relações familiares e sociais e, claro, a política. E, antes que alguém diga que isso é moralismo, contraponho esse pressuposto afirmando que a Igreja de Cristo tem a responsabilidade de influenciar os homens em sua cultura e em seu habitat.

Vale a pena ressaltar que bem sei que isso não é conversão. Entendo perfeitamente que conversão é fruto de regeneração. E mais: não tenho a ilusão de achar que a defesa de valores, tem poder para converter alguém a Cristo. Seria louco se acreditasse nisso! Contudo, apesar disso, entendo também que a Igreja de Cristo através dos pregação dos valores do Reino, põe limites e freio na humanidade que sofre as consequências do pecado original.

Isto posto, ouso afirmar que se estamos a viver dias nevrálgicos, a Igreja de Jesus mais do que nunca precisa ser a voz da consciência da sociedade, defendendo valores, princípios e conceitos, sendo sal da terra e luz do mundo, a fim de que os valores das trevas não ganhem espaço e notoriedade entre os filhos de Adão.

Pense nisto!

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 24 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É também colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes.

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