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A estátua de madeira com aspecto de animal alado aponta para o anticristo?

O monumento é um alebrije feito por artesãos da cidade de Oaxaca, no México

Renato Vargens - 06/12/2021 10h14

Nas redes sociais, o monumento da ONU é comparado à “besta de Apocalipse” Foto: ONU/Manuel Elias

Uma estátua de madeira, feita por artesãos mexicanos e instalada na praça das Nações Unidas, em Nova York, tem chamado a atenção das pessoas, principalmente evangélicas, que têm afirmado a similaridade da estátua com a besta descrita em Apocalipse 13:2.

Alguns pastores, inclusive, foram categóricos ao afirmar que, de fato, existe uma relação entre a estátua e o anticristo.

Bom, em primeiro lugar, é importante esclarecer que o monumento é um alebrije (uma escultura de arte folclórica), feito por artesãos da cidade de Oaxaca, no México, e que, segundo os artífices, o “guardião” é uma fusão de onça e águia, visto que são animais fortes e muito representativos na história pré-hispânica e nacional.

Em segundo lugar, ainda que a escultura tenha similaridades com a figura em Apocalipse 13:1-2, ela difere muito daquela descrita no texto das Escrituras, o que, por si só, põe em cheque a afirmação daqueles que defendem a ideia de que a escultura é um símbolo do anticristo.

Em terceiro lugar, ainda que saibamos que a agenda defendida pelo ONU se contrapõe, em inúmeros aspectos, aos valores cristãos, seria ingenuidade acreditarmos que a estátua, em si, é uma invocação do anticristo, ou mesmo que a ONU seja a encarnação do “iníquo” ou “homem do pecado”.

E, por fim, devemos entender que a manifestação do “iníquo” se dará não por símbolos, mas pela personificação do mal através de alguém que se levantará contra a Igreja de Deus, e que, como afirmam as Escrituras, o próprio Deus, o Senhor Jesus, na sua vinda, irá destruí-lo com o sopro de sua boca (veja 2 Tessalonicenses 2:7-8; leia v. 1-8).

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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