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4 motivos porque o coaching encontrou espaço entre os evangélicos

A teologia do coaching é falsa e ladra da verdade

Renato Vargens - 10/02/2020 14h20

Igreja em oração Foto: Pixabay

Boa parte dos púlpitos evangélicos têm sofrido influencia daquilo que tem sido denominado de teologia do coaching. A teologia em questão é a substituta da teologia da prosperidade e o mais novo modismo eclesiástico que paulatinamente tem desvirtuado e corrompido a igreja brasileira. Seus protagonistas, os denominados coaches não pregam o Evangelho, mas, sim uma mensagem humanista, antropocêntrica e desprovida da graça de Deus.

Digo mais: A teologia do coaching é falsa e ladra da verdade pelo fato de que ela defende um cristianismo pelagiano, centrado no homem, em que o foco principal é a satisfação do indivíduo e não a glória de Deus.

Ora, diante dos fatos narrados surge a pergunta: Por que será que a teologia do coaching mesmo sendo falsa e espúria encontrou espaço entre os evangélicos?

Veja bem, não quero ser simplista em minhas afirmações, até porque seria irresponsável sê-lo, todavia penso que dentre os inúmeros motivos para o fato da igreja ter abraçado a teologia do coaching, quatro são preponderantes, senão vejamos:

1. Os evangélicos abandonaram a centralidade das Escrituras em suas vidas e igrejas.

2. Cristo deixou de ser fonte de contentamento e suficiência para boa parte daqueles que se dizem cristãos.

3. O hedonismo e o culto ao prazer tornou-se objetivo de uma igreja antropocêntrica e ensimesmada tendo sido vencida pelo secularismo e mundanismo.

4. Os coaches pregam aquilo que o ouvinte quer ouvir, omitindo de suas mensagens palavras como pecado, erro, juízo e disciplina construindo na mente do indivíduo a ideia de que tudo é relativo e que Deus existe somente para satisfazer única e exclusivamente as vontades da criatura.

Pense nisso!

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 24 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É também colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes.

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