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O caso Tassos Lycurgo e a intolerância dos “tolerantes”

O ambiente universitário se mostra hostil e inquisitorial contra aqueles que exercem suas liberdades de fé

Rafael Durand - 21/01/2026 10h31

Professor Tassos Lycurgo (sentado) e Rafael Durand em palestra Foto: Arquivo pessoal

Nesta quarta-feira, 21 de janeiro, dia em que o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, deparamo-nos com um cenário desolador dentro de uma de nossas instituições de ensino. O caso do professor Tassos Lycurgo, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), revela como a prometida diversidade universitária tem se transformado em uma hegemonia ideológica que persegue e tenta silenciar quem ousa professar a fé cristã no ambiente acadêmico — e fora dele.

É fundamental observar que a perseguição não escolhe alvos por falta de competência, mas justamente por sua influência e clareza de princípios. O professor Tassos ostenta uma trajetória acadêmica de excelência, sendo professor titular da UFRN com doutorado em Matemática e Lógica pela mesma instituição.

Além disso, possui pós-doutorados em Apologética Cristã pela Biola University, nos Estados Unidos, e em Sociologia Jurídica pela UFPB, qualificações que demonstram um preparo intelectual rigoroso para o debate público e a docência.

A despeito desse currículo irretocável, o professor tornou-se alvo de uma campanha de cancelamento e expulsão movida por coletivos estudantis (Coletivo Juntos!) que o acusam de “discurso de ódio” simplesmente por ele não se curvar à cartilha ideológica dominante.

O ambiente universitário, que historicamente foi fundado e nutrido pela Igreja em busca da verdade, hoje se mostra hostil e inquisitorial contra aqueles que exercem suas liberdades de fé, expressão e consciência.

Essa hostilidade manifesta-se de forma agressiva nas redes sociais, onde o professor, que também atua como ministro religioso (pastor e apologeta), tem sido alvo de crimes contra a honra e graves ameaças de morte.

Tal cenário ilustra com perfeição a tese do teólogo D.A. Carson em sua obra A Intolerância dos Tolerantes. Carson expõe como a nova definição de tolerância exige a aceitação de todas as ideias, exceto daquelas que afirmam verdades absolutas, transformando a fé cristã no único alvo “permitido” para a intolerância institucional.

Este caso, porém, não pode ser lido de forma isolada, pois serve como um alerta sombrio de que o ódio acadêmico pode escalar para a tragédia física. Não podemos esquecer o lamentável episódio de Charlie Kirk, o ativista cristão e conservador que foi assassinado dentro de uma universidade americana em 2025 enquanto buscava apenas o debate de ideias.

Kirk perdeu a vida por fazer exatamente o que Lycurgo tenta realizar: debater temas fundamentais da sociedade com base em argumentos lógicos e valores tradicionais.

O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) já se manifestou em nota oficial, repudiando a perseguição e lembrando que a liberdade religiosa é a pedra de toque de todos os direitos fundamentais. Deste modo, a universidade não pode ser um ambiente de exclusão seletiva ou um espaço de censura e perseguição contra quem professa uma fé.

Igualmente, expresso aqui minha profunda solidariedade ao amigo, pastor e professor Tassos Lycurgo, com quem já tive a honra de compartilhar mesas em palestras.

Esperamos, sinceramente, que as instituições tomem providências imediatas contra esse caso de intolerância e graves ameaças, garantindo que a universidade volte a ser um espaço de liberdade e não um tribunal para o cancelamento de cristãos.

Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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