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O Irã, Israel e o poder no Oriente Médio

Por que essa tensão é mais profunda do que parece?

Pedro Augusto - 13/06/2025 17h27

O Irã, Israel o Oriente Médio (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT

O Irã já foi parceiro do Ocidente, mas em 1979, tudo virou de cabeça pra baixo quando um grupo de radicais islâmicos tomou o poder e com eles, nasceu um novo plano: tornar o Irã a maior potência do Oriente Médio.

Esse plano não era apenas político. Era também religioso e histórico, afinal, o Irã carrega algo antigo nas veias: a herança da Pérsia, um dos maiores impérios da história.

A ideia era clara: somos herdeiros dos grandes impérios e fomos feitos para liderar. Mas para comandar o Oriente Médio, o Irã precisava enfrentar dois grandes oponentes.

O primeiro inimigo: Israel.
Na visão iraniana, Israel é uma criação imperialista do Ocidente cristão, implantada no coração do Islã pelas mãos dos EUA e da Europa. Derrubar Israel seria ganhar respeito no mundo islâmico inteiro e tomar para si a posição de defensor do Oriente Médio.

O segundo inimigo? Arábia Saudita.
Entre os dois, que são muçulmanos, há uma grande diferença: os sauditas são sunitas e o Irã é xiita, uma grande disputa para ver quem é o verdadeiro herdeiro das ideias de Maomé.

Essa não é só uma briga por território. É uma batalha por fé, influência e pelo futuro. Quem vencer, lidera o Oriente Médio e o mundo islâmico inteiro. Para alcançar os seus objetivos, o Irã foi atrás de uma bomba nuclear.

A esquerda americana apoiou o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, mas os conservadores e parte do establishment não, afinal, um Irã armado é uma ameaça aos negócios e aliados da região. Israel também não quer isso, pois seria uma grande ameaça à sua existência.

Trump deu prazo para o Irã recuar com o seu programa nuclear, mas não obteve resposta. Então Israel, e parece que com o apoio dos EUA, atacou as instalações nucleares dos iranianos. Afinal, essa é uma briga pela sobrevivência, existência e proteção de Israel.

Pedro Augusto é formado em Teologia pela Faculdade Batista do Rio de Janeiro e também em Jornalismo.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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