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Isso não é pela inclusão, e sim para fazer uma revolução social

Pedro Augusto - 08/11/2021 10h37

Linguagem neutra Foto: Pixabay // Arte: Pleno.News

O uso de palavras em gênero neutro (como todes ou todxs) é uma das grandes batalhas iniciadas pelo movimento progressista, como se o país não tivesse problemas mais urgentes a serem solucionados, como, por exemplo, o grande número de analfabetos funcionais ou de pessoas desempregadas.

Disfarçada de um discurso de inclusão, a neutralidade da língua nada mais é do que uma tentativa da Ideologia de Gênero de acabar com as noções de feminino, masculino e, consequentemente, de família tradicional.

Isso pode parecer teoria da conspiração, mas é o que aponta Judith Butler, em seu livro Problemas de Gênero, que é a obra mais importante da Terceira Onda do feminismo. Inspirada na teoria da luta de classes de Karl Marx, a autora defendeu que a figura masculina é opressora; a feminina, oprimida.

Para a autora, não adianta educá-los ou reformá-los, pois o homem e a mulher sempre tiveram e terão uma relação opressor e oprimida. Para consertar o quadro, existe apenas uma solução: acabar com as noções de homem e mulher. Ou seja, é necessário mudar o ser humano a tal ponto que não se veja mais homem ou mulher.

Para chegar a esse estágio, é preciso desconstruir qualquer coisa que faça diferenciação entre homens e mulheres, tais como a linguagem. Assim, quando se coloca o “x” em determinadas palavras (por exemplo, todxs) ou o “e” (por exemplo, todes), o objetivo é normalizar que não existem diferenças naturais entre homens e mulheres e que tudo é uma construção social, mesmo que a biologia diga o contrário.

Contudo, se as figuras masculinas e femininas forem destruídas por causa dessa revolução social que os teóricos de gênero querem implantar, não existirá mais pai ou mãe. Se ambos não existirem, a família como conhecemos, e que foi a responsável por construir a sociedade, será destruída. Portanto, o modelo familiar inspirado no cristianismo acabará.

Os teóricos de gêneros querem o fim do feminino e do masculino – e, consequentemente, a destruição da família tradicional – porque, para eles, a família é uma instituição opressora. Os homens seriam os tiranos do lar; as mulheres e os filhos, suas propriedades. Essa é uma visão que veio do livro A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, cujos autores são Karl Marx e Friederich Engels.

Ambos os teóricos de esquerda desejavam o fim da instituição familiar tradicional porque acreditavam que ela é a menor propriedade privada que existe e, portanto, o último obstáculo para a implantação do comunismo.

Se os todos teóricos de gênero querem essa mudança no sistema econômico e político, eu não sei. Mas o fato é que eles desejam a destruição da instituição familiar como conhecemos e que estão usando a linguagem neutra para produzir uma revolução cultural, para chegar a esse estágio.

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Pedro Augusto é formado em Jornalismo, já escreveu para outros sites conservadores, possui redes sociais sobre história, é viciado em livros e em breve estará cursando Teologia.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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