É mentira que a Bíblia permitia a escravidão
Descubra como as Escrituras estabeleciam limites, dignidade e libertação
Pedro Augusto - 27/06/2025 10h50

Quando surgem debates sobre a Bíblia, um dos temas que mais aparece é a questão da escravidão.
Mas será que a Bíblia realmente aprova a escravidão como nós imaginamos hoje?
Em primeiro lugar, é preciso entender que o conceito de “escravidão” nas Escrituras é muito diferente do que conhecemos na história do Brasil.
No Antigo Testamento, a escravidão estava ligada a um sistema de trabalho por dívida, ou seja, uma pessoa podia se oferecer como serva para pagar uma dívida por um tempo determinado. Não era um sistema baseado na exploração vitalícia, e havia leis muito claras que protegiam os servos.
Por exemplo:
- Eles tinham direito ao descanso semanal (algo impensável nas escravidões de outras épocas).
- Se sofressem algum dano físico grave, eram imediatamente libertados como compensação (Êxodo 21:26,27).
- Um servo hebreu não podia ser mantido nessa condição por mais de seis anos — no sétimo, era automaticamente liberto (Êxodo 21).
No Ano do Jubileu (a cada 50 anos), todos os servos hebreus eram libertos, e as terras voltavam para seus donos originais (Levítico 25).
Deus deixava claro: “Não dominareis sobre eles com rigor” (Levítico 25:43).
Além disso, o princípio central é que ninguém era dono de ninguém, porque, segundo a própria Lei, a terra e as pessoas pertenciam a Deus.
Claro, isso não significa que era um sistema perfeito, mas sim que, dentro de uma sociedade antiga, Deus colocou limites, freios e proteções para minimizar abusos — algo completamente revolucionário para aquela época.
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Pedro Augusto é formado em Teologia pela Faculdade Batista do Rio de Janeiro e também em Jornalismo. |
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