Opinião Marvi Ferreira: Mulheres e ação social

Como a dinâmica feminina tem potencializado o trabalho de ajuda aos menos favorecidos

Marvi Ferreira - 15/03/2018 11h15

“E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia” (Atos 9:36).

Na Bíblia Sagrada, encontramos muitos exemplos relevantes de mulheres que marcaram a história em sua época. Uma delas foi Dorcas. Ela morava na cidade de Jope, que era habitada por judeus e gentios e, na época, um importante porto marítimo. Dorcas foi chamada de discípula por Lucas, pois ela foi uma grande seguidora de Cristo. Soube usufruir do maior dom de Deus, dado a todos e, em especial, às mulheres: o dom de amar. Suas ações a conduziram por caminhos de benevolência em favor dos menos favorecidos. Sua amabilidade e sua compaixão eram percebidas por todos através de suas ações a todos que precisavam.

Para a Sociologia, a ação social, na visão de Weber, é toda e qualquer ação que afeta a conduta de outros. Mas, para os cristãos, ajudar aos menos favorecidos é um atributo de cidadão do céu, uma forma intensa de demostrarmos o amor de Deus em nós. Como nos foi bem instruído por Jesus, através da parábola do bom samaritano. E não podendo esquecer sobre o mandamento mais importante: “Amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma e com todas as nossas forças e também devemos amar ao próximo como a nós mesmos” (Marcos 12:33).

Sobre esse ensinamento está o respaldo das mulheres cristãs. Há cinquenta anos, as mulheres têm se revestido de amor, debruçadas sobre a caridade e ornadas com o Espírito Santo, buscando atender a demanda da Igreja. E por que as mulheres? Bem, isso é fácil de explicar. As mulheres foram feitas para amar, foram dotadas de emoções pelo próprio Deus Criador. E o que fazemos com todos esses dons recebidos? Doamos em nossas ações e comportamentos. Beneficiamos àqueles que precisam, com nossa força, união, determinação e compaixão.

No ministério de Jesus havia muitas mulheres seguindo-o, e o Mestre sabia da força que tem uma mulher. Notemos que a primeira pessoa para quem ele apareceu após sua ressurreição foi para uma mulher, pois Ele sabia da força e também dos sentimentos mais profundos que a alma feminina possui.

Deixemos que essa força, delicadeza, sentimentos de amor e compaixão, que desde os primórdios permeiam o universo feminino, transbordem em boas ações que satisfarão o físico humano, como também satisfarão a alma de uma vida. Como? Através das orações alimentamos a alma, satisfazemos o espírito e nos enchemos de força e sabedoria para galgar pódios não materiais, mas pódios elevados de ajuda mútua a quem tanto precisa. Juntas somos mais fortes.

Mulheres valentes e guerreiras como Dorcas, avancemos nessa caminhada de luta, fé, esperança e sobretudo, de amor ao próximo. Lembrando, de que brilhe sempre a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas obras e glorifiquem ao nosso Pai, que está nos céus (Mateus 5:16).

Marvi Ferreira é bispa da Assembleia de Deus – Ministério Madureira, coordenadora da CIBEN no estado do Rio de Janeiro, advogada e pedagoga.