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Um alerta aos pais que usam palavras de ‘maldição’ contra os filhos

O uso de palavras agressivas pode gerar impactos emocionais e até espirituais

Marisa Lobo - 18/01/2022 12h22

Um alerta aos pais que usam palavras de “maldição” contra os filhos Foto: Freepik

Educar os filhos é uma tarefa que exige a sabedoria dos pais para lidar com algumas situações. E, sem sabedoria, podem se tornar comuns comportamentos prejudiciais às crianças, como o uso de palavras de “maldição”, que acarretam problemas de ordem psicológica nos pequenos, sem que a própria família perceba.

As minhas colocações aqui são, antes de tudo, de caráter espiritual/religioso, pois é a Bíblia que nos dá subsídios para compreender o quanto o uso correto das palavras influencia a nossa vida. Em Provérbios 12:18 (NVI), por exemplo, está escrito que “há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura”.

O que, aos olhos de algumas pessoas, parece uma coisa banal, na verdade não é. Por exemplo, o uso de palavras agressivas, muitas vezes carregadas de termos pejorativos, para se dirigir aos filhos, pode gerar impactos emocionais e até espirituais na vida deles.

Acredite, alguns pais, em momentos de raiva, chamam os filhos das piores coisas. Dizem: “você é “burro”, “idiota”, “maluco”, “doido”, “peste”, “pestinha”, “monstrinho”, “uma besta”, “lerdo”, “retardado” . E usam, para adjetivá-los, inúmeros outros termos pejorativos que são, na verdade, xingamentos e ofensas aos filhos. Na prática, trata-se de uma forma de agressão psicológica.

Além dos xingamentos, também existem as falas depreciativas, que são colocações que diminuem a imagem dos filhos, como “essa criança nunca vai ser alguém na vida”; “que menino(a) fraco(a)”; “fulano(a) não sabe de nada”; “esse(a) menino(a) é muito estranho(a); etc.

Com base no texto em Provérbios 12:18, você acha que essas palavras e colocações trazem alguma cura? É evidente que não! Elas só provocam feridas emocionais, muitas vezes não ditas pelas crianças, visto que esse tipo de tratamento depreciativo traz o distanciamento delas em relação aos pais.

Em Provérbios 18.21 (NVI), também está escrito que “a língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto”. Ou seja, “língua” aqui se refere ao que é dito, mostrando que o uso correto das palavras podem, sim, gerar bênção ou maldição, não porque elas carregam poder em si mesmas, mas porque refletem a nossa posição no mundo espiritual.

A postura correta dos pais que vivem aos pés de Cristo é de bênção, e não de maldição. Neste caso, sempre devemos usar palavras de incentivo, destacando os aspectos positivos da personalidade, do comportamento e do talentos dos nossos filhos. Com isso, eles se sentem mais confiantes, amados e estimulados a ser cada vez melhores.

Por fim, obviamente, momentos de raiva são naturais. Contudo, é preciso controlar a língua. Você pode expressar a sua ira, mas sem amaldiçoar (ofender). Converta a desobediência de seus filhos em oportunidade de aprendizado para eles, e as limitações deles, em focos de ensino e estímulo. Os seus filhos serão felizes dessa forma, e Deus certamente abençoará a sua família de modo contínuo.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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