Suicídio na infância e adolescência

Adolescentes são mais imediatistas e, por isso, num impulso, em momentos de extrema angústia, podem cometer o suicídio

Marisa Lobo - 11/05/2019 11h05


Felizmente, o suicídio infantil é raro, porque a criança tem uma visão diferente da morte. Geralmente ela não a vê como o fim do sofrimento, mas, em sua imaginação a morte é como se fosse um sono do qual se acordará depois.

Na infância, o mais comum é surgir um comportamento que chamamos de parassuicída. Crianças depressivas se cuidam menos e, por isso, é mais fácil sofrerem acidentes, o que se torna algo frequente, pois elas não se protegem. Mal se refazem de um acidente e já estão envolvidas em outro, como se buscassem uma punição, ou como se nunca aprendessem a se cuidar. No caso de crianças com quadro de depressão infantil, é comum elas não se preocuparem com isso.

Na adolescência, no entanto, a intensidade dos sentimentos e emoções aumentam. Adolescentes são mais imediatistas e, por isso, num impulso, em momentos de extrema angústia, podem cometer o suicídio. É muito difícil perceber neles uma ideação suicida estruturada e planejada ao longo do tempo.

Muitos são atraídos, pela ideia de morte e, como não têm coragem para tirarem a vida, enredam-se em situações perigosas, provocando situações de risco como se esta fosse a melhor solução para o problema, já que acreditam que não têm nada a perder.

Na coluna da próxima semana, falarei sobre as formas de tratamento para a depressão na infância e adolescência.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma organização responsável por coibir o suicídio, prestando auxílio às potenciais vítimas. A rede de ajuda funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser acessada via telefone 188 ou pela internet.


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